COLUNA SEMANAL: A pergunta que mais se ouviu na semana foi: ex-deputado Léo Moraes é ou não é?

Veja também na coluna que deputado mistura cultura com esquerda e revolta artistas; mesmo com as terríveis cenas no Sul do país, deputados querem afrouxar legislação ambiental; partidos de esquerda ainda lutam para se unirem na disputa pela prefeitura na capital

COLUNA SEMANAL: A pergunta que mais se ouviu na semana foi: ex-deputado Léo Moraes é ou não é?

Foto: Divulgação

 

Clima

 

Apesar de muitos insistirem que não existe, os fatos estão aí para provar que as mudanças climáticas são uma realidade e que esse, infelizmente, será o novo normal do mundo. O Rio Grande do Sul é o exemplo mais próximo que temos. Após semanas de chuvas intensas, com alagações que devastaram vidas, cidades e a economia, quando as coisas pareciam estar voltando ao normal e muitos deixando os abrigos para retornarem às suas casas, a chuva, essa semana, voltou forte e, pior, acompanhada do frio. É difícil entender como tem pessoas que se recusam a aceitar que o clima está mudando e que tragédias, como a gaúcha, vão continuar a ocorrer e com mais intensidade.

 

Projetos contra a natureza

 

Mesmo os números de mortos, desaparecidos e desabrigados com o dilúvio que ocorreu no Rio Grande do Sul, estão tramitando,no Congresso Nacional, 25 projetos e três Propostas de Emenda Constitucional que só têm um objetivo: facilitar a devastação ambiental. São leis que afetam o licenciamento ambiental, facilitam a grilagem de terras, atacam os direitos dos povos indígenas e afrouxam o Código Florestal e legislações sobre recursos hídricos, mineração, oceano e zonas costeiras. Todas foram propostas por parlamentares ligados ao agronegócio.

 

Jaime Bagatolli

 

Nesse grupo de políticos que defendem essas mudanças na legislação estão parlamentares rondonienses. Um desses é o senador Jaime Bagatolli(foto), autor do PL 3334/2023: Diminuição de Reserva Legal na Amazônia. Esse projeto permite a redução da Reserva Legal em áreas de florestas da Amazônia Legal nos municípios com mais 50% do seu território ocupado por áreas protegidas de domínio público. A medida retira a exigência do estado ter Zoneamento Ecológico-Econômico aprovado como requisito para a redução da Reserva Legal; passa a considerar áreas de domínio de forças armadas para cômputo dos 50% de áreas protegidas e estabelece prazo máximo de seis meses para que os Conselhos Estaduais de Meio Ambiente se manifestem acerca da redução da Reserva Legal. Ou seja, é o afrouxamento total da legislação. Uma análise mostrou que ao menos 89 municípios da Amazônia Legal se enquadram na categoria abrangida pelo projeto. Destes, 74 estão inteiramente no bioma Amazônia.

 

Florestas Públicas

 

Na Rondônia Rural Show que está acontecendo em Ji-Paraná, a questão da regularização fundiária dominou o debate entre políticos e os produtores rurais. Esse tema deve ter atenção total por parte de toda a sociedade. Porém, o que destoa é o argumento de que as áreas de florestas públicas que ainda restam no Estado, são um entrave ao crescimento econômico da agricultura rondoniense. Essas áreas, afirmaram os parlamentares, são terras onde o Incra não pode atuar para fazer a regularização fundiária devido à legislação ambiental. A intenção dos deputados é até compreensível para agradar os eleitores deles, mas qual será o custo para a sociedade rondoniense como um todo se diminuirmos nossas florestas? Fica para você, leitor, essa reflexão tendo em mente as cenas da alagação no sul do país e a seca do rio Madeira no ano passado!

 

 

Será?

 

Já que tocamos na política, a temperatura nos bastidores da eleição para a Prefeitura de Porto Velho está nas alturas. Para tornar ainda mais agitado o cenário, o nome do ex-deputado Léo Moraes(Podemos) está sendo cotado para entrar na disputa. Hoje ele é diretor-geral do Detran e tem procurado evitar o assunto, ser ou não ser pré-candidato a prefeito da capital rondoniense, brigando pela cadeira de Hildon Chaves. 

 

Expectativa

 

As conversas de bastidores eram de que Léo Moraes não havia decidido entrar na disputa esperando ver os rumos que as conversas iriam tomar entre os partidos. Mas, ao que parece, ele foi convencido a colocar o nome como pré-candidato à sucessão de Chaves. Tudo agora, é uma questão de tempo para deixar o cargo no Detran e ter a benção do governador Marcos Rocha. A expectativa é grande em torno do nome do ex-deputado estadual e federal. Todos estão aguardando o anúncio oficial.

 

Marcos

 

Ainda nessa análise da sucessão à Prefeitura de Porto Velho, outro fato contribuiu para reforçar que há essa cisão entre Rocha e Hildon. As informações são de que, na última semana, em uma reunião entre o prefeito da capital e o senador Marcos Rogério foi fechado que o vice na chapa apoiada por Hildon seria o secretário municipal de regularização fundiária, Edemir Brasil. Ele chegou à secretaria por indicação de Marcos Rogério. O senador disputou e perdeu para Marcos Rocha, na última eleição para governo do Estado e não existe qualquer empatia entre eles. Isso está sendo visto por muitos como uma prova de que governador e prefeito devem caminhar em candidaturas opostas nas eleições deste ano.

 

Desbotando

 

Essa briga entre a rocha e o mar tem mostrado que a união entre Marcos Rocha e Hildon Chaves já foi muito mais forte. O prefeito de Porto Velho já tem a pré-candidatura apoiada por ele e está jogando pesado para passar o cargo para ela. Havia o apoio do governador a essa articulação, mas parece que entrou areia nesse plano. Assim, aquela conversa de que a foto em 2026, ficaria com Marcos Rocha no senado e Hildon como governador está, cada vez mais, se desbotando e perdendo nitidez. Quem viver, verá!

 

Sem dinheiro mas com conversa

 

Do lado do campo da esquerda e dos partidos de centro, as coisas continuam na fase de muito bate-papo e pouca decisão concreta. Um dos que sonham com a união dessas legendas na peleja pela Prefeitura de Porto Velho é o presidente do PSB estadual, Vinicius Miguel. O partido dele forma a Federação Brasil Esperança, composta também pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV). Em conversa com a coluna, ele afirmou que “quem não tem dinheiro ou máquina faz conversa”. E é justamente nesses diálogos que ele espera fazer com que esses partidos possam caminhar juntos. Vinicius Miguel é um nome sempre de peso na capital, por mais que alguns digam que ele perdeu o ‘timing’, não deve ser visto como uma força menor. Já surpreendeu a todos em outras oportunidades!

 

Governo sem atualização

 

O Governo de Rondônia possui o site Observatório do Desenvolvimento Regional. A ideia é muito interessante. Lá, é possível encontrar dados de Rondônia sobre vários assuntos, desde de segurança pública, educação entre outros. No entanto, falta atualização. Só para se ter uma ideia, já que está acontecendo a RO Rural Show, os dados sobre a agropecuária rondoniense só constam até 2020. Então, se um empresário, pesquisador ou quem tiver interesse no tema quiser ver números atualizados vai se decepcionar, pois, as informações mais recentes são de quatro anos atrás. Pessoal da Secretaria de Planejamento, |Orçamento e Gestão, responsável pelo portal, vamos atualizar essas informações! Rondônia agradece!

 

 

Cadê o Tiziu?

 

Quem continua sumido é o ex-deputado Tiziu Jidalias, de Ariquemes. Ele e outras pessoas foram alvos da Operação da Polícia Federal, Forja de Hefesto, deflagrada em 2023, visando combater um esquema de venda de cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para empresas multinacionais. Tiziu é investigado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de patrimônio da união. Esse, com dizem, ‘tomou doril e sumiu’!

 

Atrapalhado

 

Tem gente que tem uma capacidade incrível para tornar as coisas que já estão ruins, piores. Na última quinta-feira(23), a PRF prendeu um homem que estava na companhia da mãe, na cidade de Naviraí, em Mato Grosso do Sul. Ele foi parado pelos patrulheiros após fazer uma ultrapassagem proibida na BR- 163, na frente do carro da PRF. Na abordagem, os PRF’s perceberam que havia um mandado de prisão em aberto e quiseram saber o motivo. O homem então contou que havia sido condenado pelos atos de 8 de janeiro de 2023, que culminaram com invasão e vandalismo nas sedes dos três poderes em Brasília. Disse ainda que havia arrancado a tornozeleira que o monitorava. Já a mãe falou que estavam fugindo para a Argentina por medo que na próxima decisão do STF, o filho fosse cumprir pena na prisão. Pelo visto, não vai precisar esperar nenhuma nova decisão judicial.

 

Delegado Camargo e Artistas

 

E a classe artística de Rondônia está revoltada com o deputado estadual Delegado Camargo. Ele é famoso pela forma folclórica como se porta no parlamento estadual e pelo adesivo com ‘Fora Lula' que usa pregado ao paletó. Os fazedores de cultura divulgaram uma nota nos veículos de comunicação afirmando que os recursos da Lei Paulo Gustavo estão parados nas contas do Governo do Estado de Rondônia desde 2023, servindo de disputa entre políticos estaduais que ideologizam a questão por acreditarem que cultura é coisa de quem é esquerda. O mais triste é saber que esses recursos não vão afetar as contas do Estado, pois, são federais vindos do FSA- Fundo Setorial do Audiovisual Visual e do FNC- Fundo Nacional da Cultura.

 

Dificuldade

 

Nessa insanidade de pedir vista ao projeto, por uma questão de acreditar ser coisa de esquerda, Rondônia é o único estado do país, em que a classe artística ainda não teve acesso aos recursos. Essa triste situação, só vai atrasar os pagamentos e se mais um deputado pedir vista do processo, como fez Delegado Camargo, o acesso a esses recursos só ocorrerá no segundo semestre. Deputados facilitem a vida de nossos artistas locais. A Cultura e a população agradecem!

 

Cantor Bado

 

Mesmo com alguns contra a cultura, tem gente que luta e continua a fazer cultura em Rondônia. Um desses é o cantor e compositor Bado, que está celebrando 40 anos de música da melhor qualidade em nosso Estado, sempre lembrando as nossas raízes beradeiras e amazônicas. Para marcar essas quatro décadas ele está lançando o projeto "Amazonidades". Será uma série de eventos que, claro, além de shows músicais terá também lançamento de livro e exposição fotográfica. Ele esteve no Programa Conexão Rondoniaovivo, conversando com o jornalista Ivan Frazão, sobre música, cultura local e como será esse aniversário de 40 anos. Veja a entrevista nesse link !

 

 

Direito ao esquecimento
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