A sucessão familiar no agronegócio é um desafio de continuidade que vai além da herança de terras, exigindo planejamento e viabilidade financeira. No caso da família Sampaio, no Paraná, a transição do café para a soja ilustra a busca por rentabilidade, fator que hoje afasta muitos jovens do campo em direção a carreiras urbanas mais estáveis.
O processo é complexo: a fragmentação do patrimônio entre herdeiros e a baixa lucratividade criam incertezas. Dados do consultor John Ward revelam a gravidade desse cenário, apontando que apenas 30% das empresas familiares sobrevivem à segunda geração e meros 5% chegam à terceira.
Para reverter essa estatística, especialistas defendem que a sucessão deve focar em gestão estratégica e diálogo, transformando o herdeiro em um gestor capacitado. O sucesso depende de mostrar às novas gerações que o agro moderno oferece oportunidades reais, desde que o legado seja tratado com profissionalismo e visão de longo prazo.