A Borracharia do Betão, localizada no bairro Igarapé, zona Norte de Porto Velho, voltou a realizar obras e ocupar uma área de preservação permanente (APP), descumprindo decisão judicial de demolição proferida em fevereiro de 2026. O estabelecimento, localizado às margens de um curso d’água urbano, não possui licenciamento ambiental ou alvará urbanístico.
Órgãos municipais como Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Regularização Fundiária (Semdec) monitoram a situação, que pode configurar reiteração de infração ambiental e desobediência judicial. Há indícios de que as novas intervenções avançam sobre a área pública.
O local possui um histórico de controvérsias. Em dezembro de 2025, o então proprietário, Hudson Magalhães, foi morto no estabelecimento. Ele era investigado por estelionato. A Justiça havia determinado a remoção da estrutura devido ao impacto ambiental em zona protegida pelo Código Florestal. Até o momento, a fiscalização municipal não impediu a retomada das atividades.
Impacto ambiental
A ocupação de Áreas de Preservação Permanente é vedada pela legislação federal, especialmente pelo Código Florestal, por se tratar de espaços essenciais à proteção de recursos hídricos, contenção de erosão e manutenção do equilíbrio ecológico urbano.