A Bailarina da Praça manifestou posicionamento contrário ao processo de concessão dos serviços da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd). Em entrevista concedida ao
Rondoniaovivo na redação, ela declarou que a transferência da gestão para a iniciativa privada prejudica a população de menor renda. Sobre o impacto financeiro da medida, ela afirmou:
"tão querendo privatizar a nossa Caerd. Então eu creio que isso não deve acontecer, porque vai prejudicar todos nós da humildade, da classe média, vai prejudicar a gente, porque a gente não pode estar pagando água tão caro".
A ilustre moradora da capital rondoniense argumentou que a alteração no modelo de gestão não garante a resolução dos problemas operacionais no abastecimento do estado. Ao criticar a transferência do patrimônio estatal, ela declarou: "ninguém não tá querendo ter responsabilidade". Ela sustentou que a proposta não atende ao interesse coletivo e acrescentou: "isso não é justo não. A gente perder tudo, dar tudo pros outros".
Em sua manifestação, a entrevistada questionou a função dos representantes eleitos e de membros do Judiciário diante da privatização de serviços essenciais no estado. Ela declarou: "eu quero saber o que para quem vai servir vereador? Para quem vai servir deputado, para que vai servir essas coisas?". Bailarina defendeu o debate institucional e afirmou: "temos que fazer uma audiência pública... porque isso não é justo não!"
Ao comparar a concessão da Caerd com a privatização do setor elétrico em Rondônia, a moradora declarou não ter verificado melhorias na prestação do serviço de energia. Ela afirmou que "não vê mudança de nada" e defendeu a união entre os poderes públicos para tratar da questão hídrica.
A contestação ocorre no momento em que o Governo de Rondônia estrutura o projeto de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 40 municípios, com valor contratual estimado em R$ 8,4 bilhões por um período de 35 anos. A licitação internacional prevista para ocorrer na B3 terminou sem o recebimento de propostas de empresas participantes, sendo declarada deserta.
Como registrou
Rondoniaovivo, em municípios rondonienses com serviços de saneamento operados por empresas privadas, registraram-se reajustes de tarifas e sanções relativas à qualidade da água. Em Rolim de Moura, a agência reguladora municipal autorizou um reajuste de 5,19% nas contas, enquanto em Ariquemes a concessionária recebeu advertência por registrar amostras de água com turbidez acima dos limites legais de consumo.