Perto de celebrar 97 anos, Guajará-Mirim (RO) volta a sofrer com as inundações provocadas pelas fortes chuvas do "inverno amazônico". A cidade é muito plana e carece de infraestruturas adequadas, o que faz com que a água fique acumulada em várias avenidas. O problema piorou com a colocação de asfalto ao longo dos anos sem a devida construção de canais de escoamento.
Os moradores apontam os bairros Serraria e 10 de Abril, e ainda a Avenida Dr. Lewerger, como as zonas mais críticas. A falta de sarjetas e galerias pluviais faz com que as ruas fiquem alagadas logo após as chuvas. Isto dificulta o trânsito, causa prejuízos nas casas e cria sérios riscos para a saúde, já que a água da chuva se mistura com a dos esgotos.
Especialistas explicam que a cidade cresceu de forma desorganizada. No passado, a autarquia preocupou-se em asfaltar as ruas, mas esqueceu-se de criar sistemas de drenagem. Sem canais para a água escoar, as vias públicas transformam-se em autênticos rios durante os períodos de maior precipitação.
Cansada desta situação repetida, a população cobra respostas ao poder público. Os habitantes exigem que o prefeito Fábio Garcia de Oliveira, conhecido como Netinho, avance com obras definitivas e bem planeadas, deixando de lado os remendos temporários que não resolvem o problema de fundo.
* Com conteúdo de Guajará Notícias