Vítima refez os passos dos criminosos e localizou esconderijo das mercadorias em boca de fumo no bairro Eldorado; acusado tentou fugir, invadiu residência e acabou agredido ao atacar cão de guarda
Foto: Rondoniaovivo
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Uma verdadeira operação de busca organizada pelas próprias vítimas culminou, na tarde deste domingo (13), na prisão em flagrante de W.G.M.A. e na detenção de sua comparsa, C.P.d.S. O casal é acusado de arrombar um imóvel utilizado como depósito comercial, subtrair fiação elétrica e dezenas de caixas com itens decorativos e utensílios na zona Sul de Porto Velho.
O arrombamento e a fiação arrancada
O crime foi descoberto por volta das 07h00min da manhã, quando a empresária J.G., proprietária da empresa Next Porto, recebeu um aviso de vizinhos alertando sobre a presença de um indivíduo suspeito no interior da residência mantida como depósito.
Ao chegar no local, a vítima constatou o rastro de destruição: o ferrolho do portão de entrada havia sido cortado com serra, as trancas da porta principal foram destruídas e todo o sistema elétrico do imóvel foi arrancado e furtado. No interior, caixas e pertences estavam revirados. O criminoso chegou a deixar uma mala própria no local, evidenciando a intenção de retornar para buscar o restante dos bens.
Encalço dos infratores
Com o auxílio de imagens de câmeras de segurança fornecidas pela vizinhança, a vítima identificou as características de um dos autores e acompanhada do marido, ela passou o dia realizando buscas pelas imediações.
Por volta do meio-dia, o casal avistou a dupla trafegando em duas bicicletas pela Rua Pau Ferro. O homem guiava uma bicicleta preta equipada com um carrinho de mão e vestia exatamente as mesmas roupas vistas nas gravações.
Ao perceberem que seriam abordados, os acusados tentaram fugir, a empresária conseguiu alcançar e segurar a mulher nas proximidades da Igreja Assembleia de Deus enquanto o homem perdeu o controle da bicicleta em frente a uma panificadora, abandonou o veículo e continuou a fuga a pé, pulando o muro de uma residência próxima.
Ao invadir a propriedade alheia, o acusado passou a agredir dois cachorros de guarda da residência. O proprietário da casa, ao ver seus animais sendo atacados pelo desconhecido, saiu em defesa, armado com um pedaço de madeira. Houve confronto físico, no qual o acusado sofreu lesões no rosto e na perna direita, sendo contido na sequência pelo marido da vítima.
Rendido, o acusado entregou o esconderijo dos produtos furtados
No local, uma vila de apartamentos apontada pela polícia como ponto de venda e consumo de entorpecentes, os policiais encontraram 17 lotes de materiais furtados escondidos no apartamento pertencente a acusada, entre cortinas, panos de decoração, sacolas com fios, ferramentas e artigos natalinos. Uma munição calibre .380 também foi achada sobre a cama.
Apesar da expressiva recuperação, a vítima informou que parte dos bens ainda não foi localizada, incluindo um boneco de Papai Noel em tamanho real, mais de mil bolas natalinas, rolos de fiação LED e 7 jogos completos de louças de porcelana.
Desfecho na Central de Polícia
O Delegado de Polícia Civil, Dr. Shelbi Priester Marques da 3ªDP-DEFLAG, ratificou a prisão em flagrante de do casal. Eles foram indiciados por Furto Triplamente Qualificado (Art. 155, §4º, incisos I e IV, e §8º do CPB) em razão de Rompimento/destruição de obstáculo (arrombamento do portão e portas), Concurso de pessoas (ação conjunta com mais de dois infratores) e Subtração de fiação e cabos elétricos (retiraram diversos fios do depósito conforme fotos e videos).
A vítima, representante da empresa Next foi ouvida, confirmando o relato e ainda detalhando certas condições do caso, inclusive apresentando novas imagens e vídeos do crime e dos suspeitos em atividade.
Interrogado o acusado, este confessou a realização de subtração, a qual estaria retornando para subtrair mais objetos quando foram surpreendidos. A acusada preferiu ficar em silêncio.
Por se tratar de crime com pena superior a 4 anos, não foi arbitrada fiança policial, e ambos permanecerão à disposição da Justiça para audiência de custódia.
Quanto a munição e o ataque ao cachorro não ocorreu o procedimento. Quanto ao primeiro há posicionamento do STJ quanto a falta de ofensividade de munição isolada. Quanto ao segundo, não foi apresentado o animal para perícia, ou mesmo fotos, videos das lesões ou ainda testemunhas para identificar o caso, tendo apenas um suposto relato de ataque em fuga, padecendo de novas informações ou impulso dos envolvidos.
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