BOMBA: Justiça reconhece fraude no PSB e muda composição da Câmara de Porto Velho

Sentença declara nulidade dos votos do partido, determina inelegibilidade por 8 anos e abre caminho para retotalização que atinge mandatos de Everaldo Fogaça e Adalto de Bandeirantes

BOMBA: Justiça reconhece fraude no PSB e muda composição da Câmara de Porto Velho

Foto: Divulgação

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A Justiça Eleitoral de Porto Velho julgou procedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE nº 0600508-18.2024.6.22.0006) e reconheceu a existência de fraude à cota de gênero na nominata do Partido Socialista Brasileiro (PSB) nas eleições municipais de 2024.
 
A decisão foi proferida pela juíza da 6ª Zona Eleitoral, Silvana Maria de Freitas, que concluiu que três candidaturas femininas foram registradas apenas para cumprir formalmente o percentual mínimo de 30% exigido pela Lei das Eleições, sem que houvesse intenção real de disputar o pleito.
 
A ação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral e pelo então candidato José Assis Junior Rego Cavalcante, que tem como advogado o Dr. Edirlei Souza.
 
 
Organização familiar e uso de recursos públicos
 
De acordo com a sentença, ficou evidenciada a existência de uma estrutura com forte vínculo familiar entre candidatas, dirigentes partidários e pessoas contratadas com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
 
O líder da organização fraudulenta foi Rene, que envolveu familiares e parentes na fraude, quer seja na condição de candidatas, quer seja na condição de contratados e beneficiário dos recursos públicos (FEFC).
 
A  candidata Caroline Suarez Costa é sua sobrinha; a candidata Rafaela Carolina Evangelista de Oliveira é sua nora (casada com Renan); Renérson Cunha Suarez e Renan Cunha Suarez são seus filhos; Uéslei Lopes Soares e Hudson Carmo da Cunha Bastos são seus sobrinhos; Djailson Fernandes do Nascimento é marido de Caroline Suarez Costa; Franciele Soares Cunha é irmã de Caroline Suarez Costa; Ludmila Ozório de Oliveira é filha da candidata Luzia da Silva Ozório de Oliveira, mas trabalhou na campanha de Rafaela.
 
As três candidatas investigadas (Caroline, Rafaela e Luzia) receberam, juntas, mais de R$ 23 mil em recursos públicos e obtiveram apenas 17 votos no total. A magistrada destacou que houve:
 
Votação inexpressiva (2, 7 e 8 votos);
Ausência de atos efetivos de campanha;
Contratações cruzadas entre parentes;
Indícios de simulação de despesas;
Perícia grafotécnica que confirmou falsificação de assinatura em contrato apresentado na prestação de contas.
 
Segundo a decisão, familiares foram contratados como coordenadores de campanha, cabos eleitorais e locadores de veículos, com pagamentos realizados com recursos públicos, sem comprovação consistente da efetiva prestação de serviços.
 
A magistrada registrou que a candidata “Caroline contratou 03 parentes (seu marido, primo e irmã) para trabalharem em sua campanha e sua votação demonstra que nem mesmo os contratados votaram integralmente nela.”  E também nem a candidata votou nela.
 
Para a magistrada, “Qualquer pessoa que tenha minimamente a intenção de disputar um pleito eleitoral, utilizaria de suas redes para se fazer conhecer como candidata aos seus amigos mais próximos.”
 
 
Cassação do DRAP e inelegibilidade
 
A juíza determinou:
A declaração de fraude à cota de gênero;
A nulidade dos votos do PSB na eleição proporcional de Porto Velho;
A cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP);
A inelegibilidade, por oito anos, das candidatas envolvidas e de dirigentes partidários;
A remessa dos autos ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventuais ilícitos penais e cíveis.
 
A decisão também determinou o envio da sentença ao juízo responsável pela totalização das eleições para que sejam adotadas as providências necessárias.
 
 
Retotalização muda cadeiras na Câmara
 
Com a nulidade dos votos do PSB, será realizada retotalização dos votos da eleição proporcional.
 
Caso a decisão seja mantida pelas instâncias superiores, a nova totalização poderá alterar o quociente eleitoral e impactar diretamente a composição da Câmara Municipal de Porto Velho.
 
Com a cassação dos votos do PSB, os vereadores Everaldo Fogaça (PSD) e Adalto de Bandeirantes (Republicanos) perdem o mandato e entra Jamilton Costa (PRTB) e Evaldo da Agricultura (PSDB).
 
A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE/RO).
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