Bolhas Informativas: Uma Reflexão Necessária - por Bernard Nagel

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Querido(a) Eleitor(a),
 
Inicio esta reflexão semanal com o intuito de provocar em cada um de vocês uma análise crítica sobre um fenômeno cada vez mais presente em nosso cotidiano digital: as bolhas informativas. Quantos de nós já nos deparamos com a expressão “precisa furar sua bolha”, ou “vivemos numa bolha”? A verdade é que, muitas vezes, estamos imersos nelas sem sequer perceber.
 
Permitam-me uma provocação: você é apaixonado por futebol, maquiagem, carros, motos, pesca ou animes? Se a resposta for sim para qualquer um desses interesses, você naturalmente busca notícias, informações, pessoas, influenciadores, vídeos e podcasts que agreguem valor ao seu conhecimento e paixão por esses temas. É um comportamento humano, mas que, no ambiente digital, ganha contornos complexos.
 
Vivemos na era dos algoritmos. Seu smartphone, por exemplo, detém um conhecimento sobre você que, em muitos aspectos, supera o da sua mãe. Ele mapeia seus gostos, os assuntos que você pesquisa incessantemente, as novidades que podem despertar seu interesse, e utiliza essa profunda compreensão de sua personalidade para entregar-lhe exatamente o conteúdo que você deseja ver. Este é o cerne da economia da atenção, um conceito brilhantemente explorado no documentário “Dilema das Redes”, da Netflix, que recomendo vivamente para todos que desejam compreender como os algoritmos nos inserem em bolhas diariamente.
 
Dados recentes indicam que o brasileiro dedica, em média, cerca de 9 horas diárias à internet. Os algoritmos são projetados para criar um ambiente online confortável, onde somos expostos predominantemente a conteúdos que reforçam nossos interesses e visões de mundo – as famigeradas bolhas. Mas, por que a compreensão desse mecanismo é tão crucial, especialmente em um contexto político?
 
Nossa pesquisa, dá Insights Políticos e Empresariais, em andamento sobre o perfil do eleitor rondoniense revela que 73% dos entrevistados se informam primariamente por sites de notícia. Rondônia, em particular, testemunha um crescimento exponencial de portais e páginas de notícias no Instagram e Facebook. Essa proliferação, embora pareça democratizar o acesso à informação, paradoxalmente, intensifica as bolhas informativas.
 
Ao passarmos grande parte do nosso tempo online, somos constantemente alimentados por notícias via celular. O algoritmo, em sua busca por prender nossa atenção, prioriza sites e conteúdos que nos agradam. Isso nos leva a um ciclo onde somos instigados a consumir informações e figuras públicas que o próprio algoritmo seleciona para nós. Duas questões fundamentais emergem:
 
Visibilidade e Alcance: Se uma figura pública não é amplamente veiculada em diversos portais, sua presença em outras bolhas informativas é drasticamente reduzida, limitando seu alcance e percepção pública.
 
Vulnerabilidade à Desinformação: Um eleitor que não desenvolve a capacidade de buscar informações em fontes jornalísticas sérias e diversificadas torna-se altamente suscetível a fake news, notícias superficiais e conteúdos baseados em meros achismos.
 
 
É notável que nossa pesquisa também aponta que 40% dos eleitores ainda se informam pela TV e 35% pelo Instagram, evidenciando uma transformação paradigmática na comunicação e na forma como nos informamos. A pergunta que se impõe é: você, eleitor, reconhece a importância de furar sua bolha informativa e de gostos para construir uma visão mais abrangente e, assim, tomar decisões mais conscientes e embasadas?
 
Consideremos um exemplo prático: ao pesquisar por um colchão no Google, somos imediatamente bombardeados por publicidade relacionada, algumas legítimas, outras potencialmente enganosas. O algoritmo, focado em sua busca, entrega esses anúncios sem discernir qualidade ou veracidade. Agora, aplique esse raciocínio à escolha de um candidato. Você permitirá que o algoritmo dite suas escolhas, ou buscará ativamente o controle sobre as informações que realmente importam? Você se dedicará a apurar notícias e fatos para verificar a veracidade das informações? Fure a sua própria bolha e informe-se sempre!
Direito ao esquecimento
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* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

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