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CORPO PERFEITO?: De olho no faturamento, ser obeso já não é defeito para a indústria da moda

Estar “acima do peso” deixou de ser demodê para esse segmento industrial

@emiliajornalista

15 de Setembro de 2020 às 12:03

Atualizada em : 15 de Setembro de 2020 às 12:10

Foto: Divulgação

Mesmo lentamente, a sociedade começa a aceitar que nem todos têm um corpo perfeito (estilo modelo), daqueles aparentemente maravilhosos que são postados nas redes socais e que não condiz com a realidade da maioria da população. Nem sempre ter um corpo “cheinho” é sinônimo de doença e infelicidade.

 

Essa mudança em relação a estigmatização das pessoas com tamanho “plus size” vem ocorrendo graças aos diversos movimentos desencadeados por quem é vítima de preconceito.

 

Eles começam a sentir-se como parte integrante da sociedade, especialmente quando o assunto é moda, um dos segmentos que mais depreciou os “cheinhos” ao longo do tempos.

 

Mas quando o assunto é cifrão, tudo muda. De olho no faturamento, a indústria da moda começa a enaltecer os plus size - ser obeso não é mais demodê para esse segmento industrial, que se rendeu aos números acima do 46.

 

Para se ter uma ideia, já são quase 16 mil lojas físicas no Brasil e mais de 650 sites de compras especializados em plus size. E tem até feira especializada nesse segmento – a Pop Plus.

 

Só em 2019 esse setor teve crescimento de 8%. Nos últimos três anos o crescimento foi 21%.

 

Pessoas que vestem plus size representam 50% do mercado, mas o sistema de moda, em sua maioria, ainda é pensado para pessoas com o padrão perfeito, ou que beiram a perfeição, segundo Marcela Liz, presidente da Associação Brasil Plus Size (ABPS).

 

Fonte: R7

Edição: @emiliajornalista (siga no Instagram)

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