Brasil, especialmente na agricultura familiar. É que uma estatal chinesa e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) firmaram acordo para instalar uma fábrica de tratores em Maricá (RJ).
Segundo o anúncio, a iniciativa não só vai gerar empregos diretos no município, como também vai impulsionar toda a cadeia do agro: fornecedores locais poderão fornecer peças, insumos e serviços; haverá transferência de tecnologia; produção adaptada às necessidades da agricultura familiar; e possivelmente preços mais acessíveis para quem cultiva em menor escala.
Se tudo sair conforme o prometido, Maricá tende a se tornar um pólo agroindustrial de grande relevância especialmente no contexto da descentralização do setor agrícola, da soberania tecnológica e do desenvolvimento local.
A expectativa é que esta fábrica de tratores contribua para reduzir dependência de importações de máquinas pesadas, diminuir custos de produção para os agricultores familiares e promover sustentabilidade, com tratores adaptados ao uso em pequenas propriedades e ao manejo agroecológico.
A empresa chinesa seria responsável pela instalação da infraestrutura, treinamento de trabalhadores e fornecimento inicial de peças e maquinário. O MST cuidaria de mobilizar comunidades, articular produção, distribuição e geração de valor agregado.
Se for tão boa quanto dizem, essa parceria pode representar um divisor de águas para o agro no País.