Gravidez na adolescência segue alta no Brasil e reforça alerta na saúde pública
Foto: Divulgação
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Durante a Semana Nacional de Prevenção à Gravidez na Adolescência, realizada de 1º a 8 de fevereiro, dados oficiais reforçam a dimensão do problema no país e a necessidade de ações integradas. Informações do Ministério da Saúde e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apontam que, a cada 60 minutos, 44 adolescentes dão à luz no Brasil.
Os números revelam ainda que, entre 2013 e 2023, cerca de 232 mil meninas de até 14 anos tiveram filhos. Outro dado preocupante indica que 66% das gestações na adolescência não foram planejadas, evidenciando falhas no acesso à informação, à educação sexual e aos serviços de saúde.
Especialistas destacam que a gravidez precoce impacta diretamente a trajetória educacional, social e econômica das jovens, além de aumentar riscos à saúde da mãe e do bebê. Por isso, o tema é tratado como uma questão de saúde pública, que vai além da responsabilidade individual.
A campanha nacional reforça que prevenir a gravidez na adolescência é um compromisso coletivo, que envolve família, escola, sociedade e o Estado. O diálogo aberto, o acolhimento sem julgamentos e o acesso a informações confiáveis são apontados como ferramentas essenciais para reduzir os índices.
Quando esses pilares falham, alertam os especialistas, o país deixa de proteger seus jovens e perpetua ciclos de vulnerabilidade social. A Semana Nacional busca justamente ampliar a conscientização e estimular políticas públicas eficazes para enfrentar o problema de forma contínua e responsável.
* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!