EFEITOS ATIVOS: Seis anos após primeira morte por Covid, milhões ainda sofrem sequelas

O primeiro óbito confirmado no Brasil ocorreu em 12 de março de 2020

EFEITOS ATIVOS: Seis anos após primeira morte por Covid, milhões ainda sofrem sequelas

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Seis anos após o registro da primeira morte por Covid-19 no Brasil, os efeitos da pandemia ainda permanecem na vida de milhões de pessoas. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 13,8 milhões de brasileiros convivem atualmente com sequelas associadas à doença.
 
O primeiro óbito confirmado no país ocorreu em 12 de março de 2020. A vítima, uma mulher de 57 anos, estava internada no Hospital Municipal Doutor Carmino Cariccio, localizado na zona leste de São Paulo. Desde então, o Brasil acumulou mais de 716 mil mortes provocadas pela COVID-19, uma das maiores tragédias sanitárias da história recente do país.
 
Embora a emergência sanitária tenha sido encerrada oficialmente em maio de 2023, o chamado quadro de COVID longa continua afetando milhões de pessoas. Entre os sintomas mais relatados estão fadiga persistente, dores musculares, perda de memória ou dificuldade de concentração, conhecida como “névoa mental”, além de perda de olfato e problemas respiratórios.
 
Levantamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que aproximadamente 40% dos pacientes com sequelas relatam cansaço constante. Outros 28% enfrentam dores no corpo ou alterações cognitivas, enquanto cerca de 22% apresentam dificuldade para respirar mesmo meses após a infecção.
 
Essas complicações já levaram a mais de 167 mil atendimentos registrados na atenção primária do SUS até 2024, além de cerca de 5 mil mortes atribuídas diretamente às consequências da doença após a fase aguda.
 
Estudo divulgado em 2025 pela Fundação Oswaldo Cruz também aponta que a dimensão do problema pode ser maior do que os registros oficiais indicam. Entre pacientes que foram hospitalizados por coronavírus no Brasil, 91% relataram pelo menos um sintoma persistente após a recuperação.
 
Apesar disso, apenas 8% dessas pessoas receberam diagnóstico médico formal de Covid longa, evidenciando um cenário de subnotificação e dificuldade de reconhecimento clínico da condição.
 
O país ainda enfrenta o desafio de estruturar políticas de acompanhamento e tratamento de longo prazo para pacientes com sequelas, uma demanda crescente que permanece como um dos principais legados da pandemia no sistema de saúde brasileiro.
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