Um laboratório farmacêutico brasileiro está desenvolvendo uma vacina experimental para ajudar fumantes a evitar recaídas e combater a dependência de nicotina.
O projeto é conduzido pelo Cristália, que prevê investir até R$ 150 milhões na pesquisa.
A proposta é estimular o organismo a produzir anticorpos capazes de se ligar à nicotina presente no sangue e impedir que a substância chegue ao cérebro.
Dessa forma, a vacina busca bloquear os efeitos associados à sensação de prazer provocada pelo consumo do cigarro e reduzir o estímulo para voltar a fumar.
A estratégia tem como principal objetivo auxiliar pessoas que já interromperam o tabagismo, funcionando como complemento aos tratamentos convencionais contra a dependência.
Segundo informações divulgadas pelo laboratório, a candidata apresentou resultados positivos em estudos com animais, nos quais impediu o desenvolvimento da dependência de nicotina.
Apesar dos resultados iniciais, a pesquisa ainda está em fase pré-clínica, etapa que antecede os testes em seres humanos.
Portanto, não há comprovação de eficácia ou segurança da vacina em pessoas.
As estimativas divulgadas sobre o desenvolvimento indicam que poderão ser necessários pelo menos dez anos até uma eventual chegada às farmácias, caso todas as etapas de pesquisa, testes clínicos e aprovação regulatória sejam concluídas com sucesso.
A iniciativa representa uma nova linha de investigação no combate ao tabagismo, problema de saúde pública associado a doenças cardiovasculares, respiratórias e diferentes tipos de câncer.