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ESPAÇO ABERTO: Deputados dizem que foram enganados pelo Governador e o Chefe da Casa Civil

Confira a coluna de Cícero Moura

CÍCERO MOURA/RONDONIAOVIVO

29 de Abril de 2020 às 10:04

Atualizada em : 29 de Abril de 2020 às 15:06

Foto: Divulgação

NÃO DÁ MAIS
 
A sessão de ontem na Assembleia Legislativa de Rondônia mostrou que a paciência dos deputados com o governo chegou no limite. Já havia descontentamento com vários setores do Executivo, mas a inoperância no DER fez ascender um estopim que se queimar até o final  pode trazer resultados imprevisíveis. 
 
NÃO ERA VERDADE
 
O sentimento de que nada, entre parlamento e governo, está às mil maravilhas ficou evidente após novas manifestações do deputado Laerte Gomes. Ele disse que no fim do ano passado conversou com o governador Marcos Rocha e o Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, que teriam garantido a existência de 11 projetos de obras para o estado prontos para licitar. Segundo Laerte, isso não é verdade. 
 
 
MUITA RECLAMAÇÃO
 
Laerte disse que diante do abandono das estradas no interior e de tanta cobrança da população, ele resolveu fazer uma consulta oficial  junto a Superintendência de Licitação do Estado para ver o que estava travando os projetos informados pelo governador. Descobriu  que há somente um projeto em andamento na Supel.
 
ANO PERDIDO
 
Laerte, que já foi prefeito, enfatizou que não vai ter recapeamento esse ano. Não dá tempo, segundo o deputado. O presidente da Assembleia esclarece que a população vai pagar mais essa conta.
 
EXPLICOU
 
Laerte disse que o governo providenciou, a toque de caixa,  10 projetos que precisarão de 100 milhões de suplementação da Assembleia pois nem estavam previstos no orçamento. Fora todo o trâmite legal que é necessário, os projetos ainda  terão que passar pela Superintendência de Licitação.
 
INCOMPETÊNCIA
 
De acordo com Laerte Gomes, para piorar ainda mais a situação o governo nomeou gente para cuidar de estradas  que não sabe o que é uma lâmina de máquina.
 
QUESTIONADO
 
O diretor do DER, Erasmo Meireles de Sá, esteve na Assembleia Legislativa de Rondônia ontem, 28, onde foi questionado por todos os parlamentares. Durante os questionamentos foi apresentado um vídeo sobre a atual situação das estradas do estado.
 
 
COMPLETO ABANDONO
 
Nas gravações feitas pelos próprios deputados, estradas e pontes estão em péssima situação. Um vídeo do deputado Luizinho Goebel mostrou trechos de estradas onde nem de camionete é possível passar. 
 
 
REALIDADE
 
No entendimento dos deputados, inclusive daqueles considerados simpáticos ao governo, o diretor do DER ( Departamento de Estradas de Rodagem) não conhece a realidade do estado. Não há ações efetivas em andamento e, muito menos, uma previsão de trabalho a curto prazo. 
 
COBRANÇA
 
O presidente da Assembleia, Laerte Gomes, disse que os deputados tem sido cobrados por prefeitos e pela população toda vez que vão trabalhar em suas bases eleitorais. Os próprios parlamentares tem acompanhado pessoalmente o estado caótico das rodovias.
 
AJUDA PRIVADA   
 
O deputado Adailton Fúria colocou situações pontuais em locais por onde passa no interior. Ele citou que na RO 492, em Parecis, um empresário ajudou a prefeitura a recuperar a estrada para que as pessoas pudessem chegar na cidade.
 
 
NEM QUER MAIS ASFALTO
 
Nas ROs 489 e 383, Fúria disse que já pediu terra para tapar buracos pois desistiu de solicitar massa asfáltica para o DER. Afirmou que na RO 471, o DER começou em novembro do ano passado uma operação tapa buraco em um trecho de 27km.
 
REFAZER
 
Adailton Fúria esclarece que faltam  2 km para a conclusão do serviço que termina em Ministro Andreza. O deputado garante que após a conclusão do trecho o trabalho terá que ser refeito pois já está tudo esburacado novamente.
 
MATAGAL 
 
Fúria disse ainda que passou com sua mãe próximo à ponte do rio  Machado em um local onde o mato das laterais da pista está caindo para a rodovia. Em um trecho entre Rolim de Moura e Cacoal , o deputado diz que a noite dá pra ver de longe a luz de carros parados com pessoas trocando pneus.
 
PERCEBEU O DESCONHECIMENTO DA REALIDADE
 
O deputado Ezequiel Neiva, que já foi diretor do DER, disse que na primeira conversa que teve com o Governador viu que o governo teria dificuldades para tocar obras. Segundo Ezequiel, Marcos Rocha teria dito que ia fazer asfalto 25% mais barato que os valores de mercado pois já teria definido parcerias com o Exército. Segundo Ezequiel, sem projeto não se consegue obter  desconto  em nada, muito menos em obra.
 
 
ESTRAGADAS
 
Ezequiel Neiva argumentou que o entrave no DER parece ser tão grande que nem coisas mais simples conseguem ser resolvidas. Ele citou um exemplo em Colorado do Oeste, onde 2 patrolas estão estragadas. De acordo com o deputado, o conserto de cada uma custa  32 mil, custo que pode ser absorvido com apenas um dia de produção de cada máquina.
 
NÃO APARECE
 
O deputado Ezequiel Neiva finalizou sua fala dizendo que o governador não sabe do que está acontecendo no interior porque raramente vai até os municípios acompanhar as demandas existentes. 
 
APROVEITAR A APOSENTADORIA
 
O deputado Jair Montes, que tem sido um grande defensor das ações do governo, surpreendeu ao fazer sua manifestação. Disse ao diretor do DER que ele não deu certo no cargo e que o melhor a fazer é ir para casa aproveitar a aposentadoria como coronel da reserva do Exército.
 
OUTRO LADO
 
Diante do “bombardeio” de argumentos, o diretor do DER, Erasmo  Meireles de Sá, resumiu suas explicações dizendo que os problemas que existem nas estradas de Rondônia não são de hoje e não podem ser resolvidos de um ano para o outro.  
 
FECHA TUDO DE NOVO
 
O prefeito Hildon Chaves (PSDB) voltou atrás e revogou a sua própria determinação de autorizar a abertura do comércio na capital. A prefeitura alega que a decisão teve quer tomada por pressão do Ministério Público do Estado.
 
JUSTIFICATIVA
 
Para que o comércio permanecesse aberto a prefeitura teria que disponibilizar uma estrutura básica para atender em um possível surto de Coronavírus na cidade. O município teria que disponibilizar à sociedade 100 leitos de hospital de forma imediata, ação considerada praticamente impossível para a atual realidade financeira da cidade.
 
SEGUE COMO ESTAVA
 
Com isso, a cidade permanece em estado de Calamidade Pública e as regras de quarentena e isolamento social continuam a valer.
 
SEMUSA VOLTA A EXPLICAR
 
Sobre a acusação de lentidão feita pelo secretário Fernando Máximo, a prefeitura informa que não existe lentidão no trabalho. A frequência para a realização das coletas está menor em razão da carência do material específico para esta coleta.
 
LENTIDÃO, NA VERDADE, É DO GOVERNO 
 
A Semusa explica ainda que o material vinha sendo disponibilizado a conta gotas pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que parou de fornecer.
 
MUNICÍPIO COMPROU
 
A Semusa fez aquisição desse material e deve receber nesta quinta-feira (28), quando serão retomadas as ações de coleta dos pacientes que se encaixam nos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
 
CONCORRÊNCIA
 
O Tribunal de Contas do Estado abriu processo para fiscalizar Edital da saúde, no valor de R$ 15 milhões de reais, referente a Pregão Eletrônico destinado à contratação de empresa aérea para prestar serviço Aeromédico em Rondônia. A Rima ( Rio Madeira Taxi Aéreo ) e a PEC Taxi Aéreo, do estado de Goiás, foram quem apresentaram propostas no certame e ganharam a licitação.
 
CONTESTAÇÃO
 
Um relatório do TCU questiona a idoneidade da Rima e sua participação em um certame de 2020. O motivo seria a Rima estar sendo investigada pela Polícia Civil em um inquérito de 03 anos atrás. O empresário Gilberto Schefer, dono da Rima, diz que as investigações não foram concluídas e, até hoje, não houve sequer o início de nenhuma ação judicial que levasse a qualquer condenação, o que demonstra a fragilidade das acusações..
 
CREDIBILIDADE
 
Schefer esclarece que a Rima está há quase 20 anos no estado de Rondônia e sempre prestou serviço preocupada com segurança e transparência nas ações. O processo onde a empresa é citada não teria prova nenhuma de ato ilícito o que tem garantido a Rima prestar serviço em vários órgãos públicos estaduais e federais.
 
RECURSO
 
A RIMA já entrou com recurso questionando a medida do TCE. A empresa salienta que acredita no senso de justiça dos órgãos de controle e que se vier a existir qualquer procedimento administrativo ou judicial  sobre o inquérito da Polícia Civil responderá com a devida tranquilidade com que norteia suas ações.
 
RECURSO 2
 
Gilberto Schefer disse ainda que também já está providenciando medidas pertinentes contra veículos de comunicação que publicaram a contestação do TCE sem ouvir a RIMA. Gilberto, que também é jornalista, informou que o jornalismo sério não é feito de um lado só.
 
CURIOSO
 
Chama a atenção nesse caso da RIMA, o juízo de entendimento de um fato que corre como suspeita. Não existe condenação para nenhum, não é só a RIMA, dos citados no inquérito da Polícia Civil, o que os torna apenas suspeitos. 
 
IDONEIDADE 
 
Vejo como temeroso restringir atividades legais e transparentes para quem já presta serviço em órgãos federais, alguns com exigências  pontuais,  que filtram ao máximo à participação em concorrências. A RIMA presta serviço, por exemplo, para o Exército Brasileiro que em suas licitações, tanto em pregões presenciais como on-line, exige critérios técnicos e morais dos concorrentes aos seus serviços.
Direito ao esquecimento

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