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ESPAÇO ABERTO: Contaminação de funcionários em frigorífico assusta autoridades

Confira a coluna de Cícero Moura

CÍCERO MOURA/RONDONIAOVIVO

26 de Maio de 2020 às 08:45

Atualizada em : 26 de Maio de 2020 às 14:23

Foto: Divulgação

MEDO
 
Funcionários da JBS, em São Miguel do Guaporé, denunciaram em redes sociais que muitos funcionários da unidade estariam contaminados com coronavírus e trabalhando.
 
RECEIO
 
Um funcionário do frigorífico testou positivo para Covid-19 após, segundo denúncia de colegas, ter sido diagnosticado com dengue pelo serviço médico da unidade. 
 
CONFIRMAÇÃO
 
A Secretária de Saúde de São Miguel do Guaporé, Dalvina Dutra, confirmou que há um número “ considerável” de infectados no frigorífico. Até ontem a cidade, de 23 mil habitantes, tinha 32 casos confirmados e dois óbitos pelo coronavírus.   
 
INTERDIÇÃO
 
Dalvina Dutra disse ainda que para uma possível interdição seria preciso o município comprovar, oficialmente, algo em torno de 50 contaminados. 
 
DESCONHECIMENTO
 
Ao afirmar isso, a conclusão que se tira é de que a Secretária se informou pouco sobre o que é o Covid-19. Autoridades mundiais de saúde apontam que uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus a 5,6 pessoas e, sem quarentena, o número de casos pode dobrar entre 2,3 e 3,3 dias.
 
PARADO NO TEMPO
 
Em entrevista para uma rádio local, a Secretária disse que diante do aumento do número de infectados o prefeito estaria providenciando a criação de um Comitê Contra o Coronavirus. 
 
INCRÍVEL 
 
Se realmente isso estiver acontecendo em São Miguel do Guaporé a pergunta é: em que planeta vive a administração local ? Em 11 de março a OMS decretou Pandemia mundial, em 20 de março o Brasil e o estado de Rondônia decretaram calamidade pública. 
 
MP
 
O Ministério Público em São Miguel do Guaporé informou que já houve duas fiscalizações no frigorífico. O promotor encarregado do trabalho não divulgou o resultado das fiscalizações.
 
OUTRO LADO  
 
Em nota, a JBS informou que a empresa está seguindo todos os protocolos exigidos pelos organismos de saúde. A assessoria de imprensa informou também que os trabalhadores que apresentam sintomas de coronavírus são mandados para casa ficar em quarentena. 
 
OUTRO LADO 2
 
A JBS não informou quantos funcionários do frigorífico em São Miguel do Guaporé foram afastados do trabalho com coronavírus. A empresa alega que não pode fornecer laudo médico de colaboradores. 
 
FUNCIONÁRIOS
 
O frigorífico JBS tem cerca de 2 mil pessoas trabalhando na empresa de São Miguel do Guaporé. A assessoria de imprensa informou que a unidade emprega cerca de 10% da mão de obra da cidade. 
 
PARECE MAS NÃO É
 
A Secretária Adjunta de Saúde de Porto Velho, Marilene Penati, chegou a anunciar na sexta-feira,22, que o Centro de Especialidades Médicas ( CEM ) estava atendo satisfatoriamente a população. Não é verdade.
 

 

SEM MÉDICO
 
No fim de semana, dezenas de pessoas tiveram que voltar para casa sem  atendimento, mesmo apresentando possíveis sintomas de COVID-19. Funcionários do local informaram que o médico que deveria estar de plantão está com coronavírus.
 
 
 
OUTRO LADO
 
A prefeitura informou que muitos profissionais da saúde estão sendo infectados pelo coronavírus, ocasionando baixas nas equipes. Para sanar a deficiência, a prefeitura está convocando os profissionais de saúde que participaram do processo de contratação emergencial. Semana passada, 52 novos profissionais teriam sido convocados. Ao todo, teriam sido abertas 272 vagas na saúde para contratação emergencial.
 
APROVADO
 
Deputado  Mauro Nazif comemorou a aprovação por unanimidade pela Câmara dos Deputados da Lei que cria compensação financeira de R$ 50 mil aos profissionais de saúde (nível superior, técnico e auxiliares) em caso de óbito ou incapacitados permanentemente para o trabalho após serem contaminados pelo coronavírus.
 
 
ESTENDIDO
 
A indenização também  inclui serviços diversos de saúde (administrativos, copa, lavanderia, limpeza, segurança, condução de ambulâncias e outros) e aos agentes de saúde que tenham realizado visitas domiciliares durante a pandemia. Em caso de morte ou invalidez permanente, a família receberá a indenização de R$ 50 mil, e R$ 10 mil para os dependentes (no máximo 02), até completarem 21 anos.
 
ESTAVA LIMITADO
 
O projeto inicial tratava da questão indenizatória de apenas R$ 50 mil. O deputado de Rondônia conseguiu acrescentar e aprovar que seja extensivo aos serviços diversos da saúde e aos agentes de saúde, além de criar auxílio aos dependentes.
 
ESTRATÉGIAS CONTRA A CRISE
 
A Prefeitura de Porto Velho participará de transmissão online realizada por meio do núcleo Programa de Qualificação para exportação (Peiex) da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que acontece amanhã. 
 
ALTERNATIVAS
 
O evento tem como tema o Mercado Internacional. A ideia é  prospectar oportunidades durante e pós-crise. De acordo com o presidente da Fiero, Marcelo Thomé, o evento acompanha esta tendência de encontros online e possibilitará novas formas de expansão de negócios para os empresários de Porto Velho.
 
PROGRAMA
 
O PEIEX é um Programa de Qualificação para Exportação oferecido pela Apex-Brasil para que a empresa brasileira inicie o processo de exportação de forma planejada e segura. As empresas que nunca exportaram têm várias dúvidas em relação à comercialização internacional e o PEIEX ajuda a eliminar as principais incertezas.
 
RONDÔNIA TAMBÉM É ALVO
 
A Polícia Federal (PF), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU) investiga  superfaturamento na compra de R$ 34,7 milhões em respiradores adquiridos pela Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, com potencial prejuízo de R$ 25,4 milhões aos cofres públicos, durante a pandemia de covid-19.
 
SEM CAPACITAÇÃO
 
A PF investiga a contratação de uma empresa paulista de duvidosa capacidade técnica e financeira para entrega dos equipamentos. E encontrou indícios de que, além da ausência de capacidade técnica e financeira da empresa contratada, houve superfaturamento. 
 
ATENDEU O ESTADO
 
A empresa investigada no Ceará é a mesma que também vendeu 100 mil kits de testes rápidos para a Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia. Os kits foram entregues com mais de um mês de atraso e não teriam registro na Anvisa.
Direito ao esquecimento

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