INVESTIGAÇÃO: Aluno teria matado professora por se sentir rejeitado

Acusado tentava se relacionar com a professora

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Durante coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (09) a  delegada Leisaloma Carvalho, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção  Pessoa (DHPP) revelou que as investigações até o momento apuraram que o acadêmico João C. C., Júnior, 24, acusado de  matar a professora de Direito Penal, Juliana Mattos de Lima Santiago, 41, teria cometido o crime  por se sentir rejeitado pela vítima.
 
Segundo a delegada, as apurações revelaram que o acusado fazia várias investidas para tentar um relacionamento amoroso com a professora, mas ela recusou. 
 
O crime praticado a golpes de faca aconteceu em uma faculdade particular na zona Sul da capital, na sexta-feira (07).
 
O acusado foi preso em flagrante e alegou para os policiais militares que tinha uma relacionamento amoroso com a professora e teria cometido o crime por sentimento de posse.
 
Todavia, nas investigações o DHPP apurou que a vítima e o acusado não chegaram a se relacionar intimamente.
 
 
O criminoso apresentava frustração pela rejeição e ciúmes em relação à vida pessoal da vítima. Ainda segundo a polícia, não há indícios de que o crime tenha relação com notas ou qualquer situação acadêmica.
 
 
 
Nota da Polícia Civil
 
 
 
O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Polícia Civil, apresentou, nesta segunda-feira (9), durante coletiva de imprensa, atualizações sobre as investigações que apuram a morte da professora e escrivã Juliana de Matos Lima Santiago. O encontro teve como objetivo esclarecer pontos do inquérito e prestar informações oficiais à sociedade.
 
As investigações foram iniciadas imediatamente após o crime, com a realização de diligências, oitivas de testemunhas e coleta de elementos informativos. Durante o interrogatório, o suspeito afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima, versão que foi descartada pela apuração policial. Testemunhas ouvidas até o momento relataram que ele tentou uma aproximação, mas foi rejeitado.
 
Segundo a Polícia Civil, o investigado demonstrava frustração pela rejeição e ciúmes em relação à vida pessoal da vítima. A linha investigativa também esclareceu que não há indícios de que o crime tenha relação com notas ou qualquer situação acadêmica.
 
O ataque ocorreu no primeiro dia de aula do semestre. A vítima foi atingida por três facadas, sendo uma delas na região do coração, e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito antes de chegar ao hospital. Até o momento, não há provas de que tenha existido vínculo afetivo entre ela e o suspeito.
 
O homem foi preso em flagrante logo após o crime. Durante audiência de custódia, a prisão foi homologada e convertida em preventiva. O prazo inicial para conclusão do inquérito é de até 10 dias, período em que as diligências seguem em andamento para a finalização do inquérito.
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