Rogério tentando crescer na capital, que é seu calcanhar de Aquiles, Chaves buscando reforçar suas paliçadas no interior
Foto: Divulgação
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As guerras estúpidas, sangrentas e desumanas promovidas pelos EUA – nos casos atuais, o republicano Donald Trump apenas repete seus antecessores democratas – causam graves prejuízos em vidas, recursos naturais e afetam seriamente a economia, afetando todos os povos da Terra.
Tão ruim quanto as perdas que causam, as desculpas inventadas para promovê-las são tão esfarrapadas que é inevitável procurar causas reais para os gastos de bilhões de dólares em ações militares. A milionária ação de captura de Nicolás Maduro na Venezuela foi justificada como necessária para a troca de regime. O resultado de fato foi manter o regime, ajudar a oposição interna a Maduro a se livrar dele e no fim das contas hospedá-lo por tempo indeterminado. O ataque ao Irã teve a desculpa de evitar a produção de uma bomba atômica, mas não ataca a Coreia do Norte, que a toda hora promove ostensivos testes nucleares.
Pode parecer que a Amazônia está distante dos conflitos em curso, depois que a ação na Venezuela se limitou a um assalto e a uma fuga, mas as consequências da guerra no Irã já começam a pesar na mesa e no bolso também dos brasileiros, inclusive dos mais escondidos habitantes da Amazônia toda vez que se pronuncia a palavra “diesel”. Muito sofrimento já está em curso. A própria floresta tem recursos para futuramente substituir o diesel, mas isso não será feito em horas, dias ou poucos meses.
Não bastasse o estado de Rondônia figurar com os piores indicativos de feminicídios, mortes em conflitos nas terras, de saneamento básico (abastecimento de água e coleta de esgoto), Porto Velho se encontra entre as três capitais mais prejudicadas na cobertura da educação infantil. A falta de creches na capital rondoniense é uma das grandes queixas das mulheres trabalhadoras e ano após ano, mesmo com aceno de promessas das esferas federais o cenário não muda. Urgem esforços unindo as esferas municipais, estaduais e federais para que este quadro seja modificado nos próximos anos. Em Porto Velho existem algumas creches abandonadas ou inacabadas que poderiam ser revitalizadas.
A inexperiência da maioria dos seus membros, a falta de combatividade parlamentar e a omissão da nossa bancada federal em Brasília, fizeram Rondônia pagar um preço elevado em causas importantes para a região. Os constantes cochilos da nossa bancada federal formada por oito deputados federais e três senadores, tornaram possível a instalação de um dos pedágios mais caros do Brasil em Rondônia. Nunca na história em nosso País um estado está padecendo tanto com uma bancada federal que pelo visto só pensa no seu próprio umbigo. Temos bandeiras importantes perdidas também, como a das tarifas de passagens aéreas. A articulação da classe política rondoniense tem sido vergonhosa.
Com base nas primeiras sondagens eleitorais a partir da definição dos candidatos ao governo estadual em Rondônia é possível avaliar o momento da atual campanha. O senador Marcos Rogério (PL) lidera a corrida ao Palácio Rio Madeira no interior, onde estão concentrados dois terços do eleitorado rondoniense. O ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves da Federação Progressista tem a ponteira, e com boa vantagem sobe os concorrentes na capital e região metropolitana, onde está um terço de todo eleitorado de Rondônia. Lembrando que Porto Velho tem mais eleitores do que Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena, todos juntos.
Diante destas constatações, se vê um início de campanha polarizada entre o senador Marcos Rogerio e o ex-prefeito Hildon Chaves. Rogério tentando crescer na capital, que é seu calcanhar de Aquiles, Chaves buscando reforçar suas paliçadas no interior do estado, onde tem mais dois rivais em campanha, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) e o candidato da Caravana Esperança, uma coalizão de esquerda pilotada pelo candidato do PT, Expedito Neto. Neste momento da campanha, para Fúria e Expedito Neto, se torna necessário quebrar a polarização Rogério/Hildon para chegarem as convenções partidárias com mais força.
A expectativa do postulante Adailton Fúria (PSD) é que o governador Marcos Rocha, com sua máquina chapa branca entre com força nas paradas garantindo a presença do postulante pessedista num previsível segundo turno. Também tem como trunfo um forte apoio em Cacoal e Região do Café. Já, no caso do candidato do PT, Expedito Neto, sua esperança é colar seu nome ao presidente Lula que teria expectativa de contar com até 30 por cento dos votos em Rondônia. Esta margem tornaria Neto um nome mais competitivo. É importante lembrar que os adversários de Marcos Rogério acreditam que o candidato que for ao segundo turno com ele leva a parada, com uma união dos seus opositores e de uma rejeição que o representante bolsonarista enfrenta em algumas regiões do estado.
*** Da atual bancada federal de Rondônia temos um candidato a governador, que é Marcos Rogério (PL) e três candidatos ao Senado, Silvia Cristina (PP), Fernando Máximo (PL) e Confúcio Moura (MDB) *** Todos são apontados como candidatos de ponteira aos cargos disputados nas eleições 2026. No entanto, o desgaste da bancada federal poderá afetar estas pretensões na reta final *** Nas próximas semanas começam as definições das candidaturas 2026 com as homologações das nominatas nas convenções partidárias *** O povo está urrando nos supermercados. O brutal pedágio influenciando no custo de vida em Rondônia. É coisa de louco!
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