Roberto Carlos 85 anos parte 3 - por Humberto Oliveira

Década de 1970 e os álbuns anuais de Roberto Carlos: um guia pelas faixas que marcaram época

Roberto Carlos 85 anos parte 3 - por Humberto Oliveira

Foto: Divulgação

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No próximo dia 19, domingo, os fãs de Roberto Carlos, pelo menos os mais fiéis  - que não são poucos, cada um vai tirar a poeira das capas dos antigos lps ou dos cds para ouvir seus sucessos como forma de homenagem e de comemoração dos 85 anos de vida do cantor e compositor.
 
Há muito tempo, ele, RC, entrou no piloto automático, no entanto, certamente como artista não tem mais nada à provar. E ninguém, seja crítico ou estudioso da obra do "rei", poderia negar ou deixar de reconhecer a importância de Roberto Carlos e do saudoso parceiro Erasmo Carlos para a história da música brasileira. Seu público está consolidado e abrange várias gerações. 
 
A mudança aconteceu a partir da participação de Roberto Carlos no Festival de música de San Remo, do qual saiu vencedor e consagrado. Foi ali que ele percebeu, a mudança de estilo seria benéfica para o futuro da sua carreira. Largou o programa Jovem Guarda, que sem ele, apesar do carisma dos amigos e apresentadores Erasmo Carlos e Wanderléa, rapidamente foi perdendo audiência e saiu da grade da emissora. 
 
Será que o fato de estar apaixonado também colaborou para esse giro de 180 graus? Quem sabe? A partir do próprio disco com as músicas cantadas no Festival e outras, por sinal bem românticas. O roqueiro dava lugar ao cantor romântico e ao compositor de músicas confecionais. As fãs adoraram, aprovaram e além do romantismo, surgiu o homem de fé. A primeira composição, se não me engano, foi a clássica "Jesus Cristo". O resto é história. 
 
A canção "Jesus Cristo", de Roberto Carlos, foi lançada originalmente no álbum Roberto Carlos de 1970, e a música se tornaria um dos maiores sucessos da carreira do cantor, chegou às rádios como single em 1971 e marcou o início de sua fase de canções religiosas e espiritualizadas.
 
 
Um ano antes, em 1969, o cantor lançou o álbum que trouxe "Do Outro Lado da Cidade". Já em 1971, Roberto consolidou sua maturidade artística com o 11º LP de sua discografia. O disco é apontado como marco do romantismo do "Rei" nos anos 70 e reúne clássicos como "Detalhes", parceria com Erasmo Carlos, além de "Amada Amante", "Todos Estão Surdos" e "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos". Esta última, composta para Caetano Veloso, então exilado em Londres, tornou-se uma das faixas mais emblemáticas de sua carreira.
 
Em 1972, o álbum homônimo trouxe sonoridade melancólica e orquestrações marcantes. Do repertório destacam-se autobiográfica "O Divã", "À Janela", além de "Como Vai Você", "A Montanha" e "A Distância".
 
O LP de 1973, foi o primeiro a conter apenas 10 faixas, em vez das 12 usuais, mudança feita para garantir maior qualidade técnica ao vinil. O disco, aberto por "A Cigana", também emplacou "Rotina", "O Homem", "Proposta" e "Atitudes", todas assinadas com Erasmo Carlos.
 
Em 1974, o cantor lançou mais um, desta vez pela Columbia/CBS. O álbum traz a canção "Despedida", conhecida pelo verso "Já está chegando a hora de ir", junto de outros sucessos como "O Portão" e "É Preciso Saber Viver".
 
 
Dois anos depois, o álbum Roberto Carlos de 1976 reuniu no lado A duas faixas de forte apelo popular: "Ilegal, Imoral ou Engorda" e "Preciso Chamar Sua Atenção". No mesmo disco, Roberto abordou pela primeira vez a temática ecológica com "O Progresso".
 
O ano de 1977 foi marcado pelo LP que concentra "Amigo", homenagem ao amigo e parceiro Erasmo Carlos e "Outra Vez. A segunda, composta por Isolda em homenagem ao irmão Milton Carlos, foi um dos grandes sucessos daquele ano. As duas canções também foram lançadas juntas em um compacto duplo de 1978. A canção também sucesso na voz da cantora Simone.
 
Fechando a década, o 19º álbum de estúdio chegou às lojas em dezembro de 1979 pela CBS. Mantendo a linha romântica, o disco destacou "Na Paz do Seu Sorriso" e "Desabafo", presentes até hoje no repertório dos shows. Em "O Ano Passado", o cantor retomou a pauta ecológica iniciada em 1976. Já "Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo" homenageia seu pai, Robertino Braga, falecido aos 83 anos no mês seguinte ao lançamento do álbum.
 
Seus trabalhos dos anos 1990 para cá não têm muita relevância, porém, a safra do final dos anos 1960 até 1980, sem dúvida ainda vale a pena ser ouvida e cantada. Claro, que a fase da Jovem Guarda não pode ser ignorada ou esquecida.
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