​EXECUTOU FAMÍLIA: Réu foragido há 12 anos será julgado pelo Tribunal do Júri

​O crime, ocorrido em 2013, vitimou uma mulher, seus dois filhos e o irmão dela. Tanus dos Santos fugiu do sistema prisional em 2016

​EXECUTOU FAMÍLIA: Réu foragido há 12 anos será julgado pelo Tribunal do Júri

Foto: Reprodução

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Após mais de uma década de espera por justiça, a Comarca de Guajará-Mirim marcou para o próximo dia 4 de maio o julgamento de Tanus dos Santos. Ele é o principal acusado de uma chacina que chocou o estado de Rondônia em dezembro de 2013. Mesmo na condição de foragido, o réu enfrentará o Tribunal do Júri, conforme previsto na legislação penal brasileira.
​O massacre aconteceu na madrugada de 30 de dezembro de 2013, no bairro Santa Luzia. De acordo com os autos do processo, a motivação teria sido ciúmes. Tanus, que na época tinha 23 anos, teria invadido a residência e executado as vítimas com disparos na cabeça.
 
​As vítimas foram identificadas como:
 
​Luciene de Almeida (30 anos): Namorada do acusado.
​Elizandro Almeida Lima Tavares (15 anos): Filho de Luciene.
​Renato Almeida Paiva (5 anos): Filho de Luciene.
​Jokley Lima Brito (20 anos): Irmão de Luciene, que chegou a ser socorrido mas faleceu dias depois.
 
​A entrega de Tanus à polícia, em janeiro de 2014, foi marcada por um cenário de guerra em Guajará-Mirim. Revoltada, a população tentou invadir a delegacia para linchar o suspeito, resultando em prédios depredados e policiais feridos.
 
​Por questões de segurança, ele foi transferido para a Penitenciária Estadual Edvan Mariano Rosendo ("Pandinha"), em Porto Velho. 
 
No entanto, em 11 de janeiro de 2016, Tanus e outros detentos serraram as grades da cela e escalaram o muro da unidade. Enquanto parte do grupo foi recapturada, Tanus permanece foragido desde então.
 
​A dúvida sobre a legalidade de julgar alguém que não está presente foi esclarecida pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO). O promotor Leonardo Castelo Alves reforçou que o Código de Processo Penal permite o julgamento de réus foragidos no Tribunal do Júri, desde que tenham sido intimados ou possuam defesa constituída.
 
​"O processo penal tem regras próprias que impedem que a fuga do acusado interrompa a prestação jurisdicional e o direito da sociedade de ver o caso resolvido", explicou o promotor.
 
​Para a família das vítimas, o julgamento representa o fechamento de um ciclo de impunidade que já dura 12 anos. Se condenado, a pena de Tanus dos Santos será fixada pelo juiz presidente do júri e um novo mandado de prisão será expedido, mantendo o status de procurado pela Justiça rondoniense.
Direito ao esquecimento
Lourenço Bezerra - 22/04/2026 17:32
Uma coisa muita errada que já devia ter acabado é essa questão de caducar prisão de assassino após ,20 anos ou já mudou e eu estou falando besteira....
Na sua opinião, qual é o melhor balneário de Porto Velho?
Você acredita que as igrejas devem pagar imposto?

* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

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