No momento da abordagem, ambos apresentavam sinais de embriaguez
Foto: Divulgação
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Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar a descobrir um cenário de horror na zona rural de Machadinho d’Oeste na noite do último sábado (25). Dois irmãos, identificados como Edson Machado da Silva e Elizângela Machado da Silva, foram presos em flagrante acusados de assassinar Otaviano de Oliveira e ocultar seu cadáver no quintal de uma residência na Linha MP47.
Segundo o boletim de ocorrência, os suspeitos tentaram fugir logo após o crime utilizando o carro da vítima, um Fiat Uno Vivace. No entanto, o veículo sofreu uma "pane seca" (falta de combustível) e foi abandonado no trajeto. Os irmãos seguiram a pé até a Vila Tancredo Neves, onde foram localizados pela guarnição do 3º Sargento Dias consumindo bebidas alcoólicas em um bar.
No momento da abordagem, ambos apresentavam sinais de embriaguez. Elizângela, companheira da vítima, estava extremamente exaltada e chegou a desacatar os policiais com ofensas durante a condução.
Após contradições iniciais, Edson acabou confessando a participação no crime. Ele revelou que a irmã teria dopado Otaviano com o medicamento clonazepam na noite de sexta-feira (24). Enquanto a vítima dormia sob efeito do remédio, ela teria praticado o homicídio por asfixia.
Edson admitiu ter ajudado a irmã a cavar uma cova rasa na propriedade e a esconder o corpo sob entulhos, eletrodomésticos velhos e ferragens para evitar que vizinhos ou autoridades notassem a terra mexida.
A equipe da Politec e agentes do SEVIC da Polícia Civil realizaram a exumação do corpo. Em uma análise preliminar, não foram encontradas marcas de tiros ou facadas, o que reforça a hipótese de morte por asfixia ou meio mecânico, conforme relatado por um dos suspeitos.
No local, os militares apreenderam:
Um frasco de clonazepam (utilizado para dopar a vítima);
Ferramentas de escavação (pás e enxadas);
O veículo da vítima e aparelhos celulares.
Os irmãos receberam voz de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e desacato. Eles foram encaminhados à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) e permanecem à disposição da Justiça. O corpo de Otaviano foi removido pela funerária de plantão após os trabalhos periciais.
A Polícia Militar destacou que a agilidade na averiguação da denúncia foi crucial para evitar que os suspeitos desaparecessem e para garantir a preservação das provas materiais no local do crime.
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