GÂNGSTERS: Trio de respeito na literatura e no cinema - Por Humberto Oliveira

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Al Capone, Dilinger, Bonnie e Clayde, Frank Nitti, e tantos outros gângsters famosos dos anos 1920 e 1930, apesar dos atos criminosos e do legado de violência e sangue, sempre causaram fascínio no público e o cinema desde cedo entendeu que ao levar tais personagens nocivos às telas poderia ser uma espécie de cartase contra esses criminosos que na vida real e transformados em personagens de filmes, teriam obrigatoriamente o devido castigo no final. 
 
A Warner Bros se tornou o estúdio dos grandes filmes do gênero gângster estrelado por atores que ganharam fama e dinheiro interpretando bandidos. Edward G. Robinson em Alma no lodo, uma biografia disfarçada de Capone, James Cagney em Inimigo público número 1, Anjos de cara suja e Fúria sanguinária, Paul Muni em Scarface, a vergonha de uma nação, Humphrey Bogart em Heróis esquecidos e Sua única saída e tantos outros, inclusive Clark Gable protagonista em Vencido pela lei, filme que o gângster Dilinger acabara de assistir quando foi emboscado e morto por agentes do FBI, na calçada do cinema. 
 
Dando um salto no tempo outras produções a partir dos anos 1960 e 1970 retomaram o tema, por exemplo, Uma rajada de Balas e a refilmagem de Scarface por Brian De Palma que, anos depois ainda faria mais dois longas focados em histórias de gângsters  - Os Intocáveis e O pagamento final. E então chegamos aos anos 1980, lembrando a obra prima de Sérgio Leone, o épico Era uma vez na América e 1990 e 2000, que trazem o injustiçado O poderoso chefão parte 3, de Coppola e a realização de outros três grandes filmes do gênero: a obra prima Os bons companheiros, Cassino e O irlandês. 
 
Dirigidos brilhantemente por Martin Scorsese e estrelados por Robert De Niro e Joe Pesci. Três grandes filmes, não apenas pela duração de cada um - 2h25, 3h e 3h30, respectivamente, mas pela forma como cada história foi contada. Aliás, os três longas baseados em fatos reais contados em livros adaptados para o cinema. 
 
O íntimo relato do mundo repleto de riscos do que alguns chamam de Máfia. Assim é Os Bons Companheiros, livro de não ficção escrito por Nicholas Pileggi, publicado originalmente em 1985, e base para o clássico filme dirigido por Martin Scorsese em 1990.
 
O livro Cassino mais uma obra de true crime de Nicholas Pileggi e responsável por mais um dos clássicos dos filmes de gângster. Assim como em Os Bons Companheiros , a trama foi levada ao cinema, em filme homônimo lançado em 1995, pelo olhar do diretor e Martin Scorsese, contando com Pileggi como coautor do roteiro, e com Robert De Niro, Joe Pesci e Sharon Stone nos papéis principais. 
 
O livro O Irlandês, escrito por Charles Brandt, conta a envolvente história de Frank Sheeran e dos bastidores de um matador de aluguel, que discorre também sobre outros notórios assassinatos e proporciona uma rara visão de como funciona a Máfia. O livro é o resultado de mais de cinco anos de entrevistas gravadas com Frank Sheeran e também foi levado ao cinema por Scorsese. 
 
Os gângsters de Scorsese não têm glamour como os da trilogia O poderoso chefão, de Coppola. São gângsters pés de chinelo tentando sobreviver aplicando pequenos golpes, no caso de Bons companheiros, que ao darem um salto maior acabam se dando mal. Ou os chefões no comando de um cassino no sensacional Cassino. Nesta história, os gângster também querem se dar bem, no entanto, o final não é nada auspicioso. Já O irlandês conta quarenta anos da história norte americana através do ponto de vista de veterano transformado em assassino da Máfia, envolvida com o sindicato dos caminhoneiros e a liderança de Jimmy Hoffa.
 
Scorsese reuniu novamente De Niro e Pesci, de quebra trouxe ainda Al Pacino, pela primeira vez atuando sob a batuta de Scorsese, e Harvey Keitel, sendo este um velho colaborador do cineasta em obras como Caminhos violentos e Táxi driver. 
 
Podemos citar dois outros longas do diretor sobre esta temática. O subestimado Gangues de Nova York e o premiado Os infiltrados. Apesar de produções ditas menores na filmografia de Martin Scorsese, em ambos o diretor deixou sua assinatura e estilo marcante. 
 
Claro, os longas citados são ótimos, gosto de todos, no entanto, a forma como Scorsese dirige, a montagem, a trilha sonora, as atuações fazem a diferença no balanço geral da galeria dos filmes de gângster clássicos ou atuais.

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