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ASSÉDIO: Repórter da RecordTV é denunciado por crime de importunação sexual

Assédio aconteceu no ambiente de trabalho, no 'Domingo Espetacular'

O TEMPO

06 de Agosto de 2020 às 09:41

Atualizada em : 06 de Agosto de 2020 às 10:00

Foto: Divulgação

O repórter Gerson de Souza foi denunciado pelo crime de importunação sexual contra quatro jornalistas da RecordTV. A acusação foi protocolada na Justiça na última segunda-feira (3) pela promotora  Maria do Carmo Galvão de Barros Toscano, do Ministério Público de São Paulo.
 
O crime teria sido cometido, ao longo de um bom tempo, nos bastidores do programa “Domingo Espetacular”. Se condenado, Gerson de Souza pode pegar até cinco anos de prisão. As informações são do site Notícias da TV.
 
Ele, que está afastado de suas funções na emissora, mas segue recebendo seus salários, é acusado de importunar as vítimas com palavras maliciosas, comentários de conotação sexual, gestos obscenos e toques lascivos e não consentidos, mantendo com elas mantendo contato físico inoportuno e as constrangendo no local de trabalho.
 
A história começou em maio do ano passado, quando 12 mulheres procuraram o departamento de Recursos Humanos da RecordTV e afirmaram terem sido vítimas de assédio sexual por parte de Souza. Uma investigação policial, então, foi aberta. Segundo elas, Souza as constrangia com toques físicos e palavras maliciosas chegando até mesmo a surpreender uma produtora com um beijo na boca.
 
Gerson, que foi incurso quatro vezes no crime de importunação sexual,   negou as acusações à polícia, de acordo com o registro da promotora. Alegando que o processo corre em segredo de Justiça, os advogados afirmaram que não comentariam o caso e que a inocência do jornalista seria comprovada. Ao site Notícias da TV, a RecordTV afirmou que "segue aguardando o desfecho do caso" para decidir as providências em relação ao jornalista.
 
Em nota à imprensa e em suas redes sociais em junho do ano passado, o repórter, que tem mais de 40 anos de profissão, negou as acusações. “Tenho certeza que nunca agi de maneira ofensiva e sinto profundamente caso em algum momento de minha trajetória de 42 anos no jornalismo algum de meus colegas tenha se sentido desrespeitado. Sou pai de cinco filhas e avô de quatro  netas e é essencial para mim que mulheres tenham um ambiente de trabalho seguro”, concluiu.
Direito ao esquecimento

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