O aumento no fluxo de imigrantes venezuelanos vem gerando tensão entre as prefeituras de Rio Branco, capital do Acre, e Porto Velho, capital de Rondônia, que funcionam como uma espécie de “porta de entrada” para esses refugiados que buscam uma nova vida em solo brasileiro.
Informações apuradas pela reportagem indicam que, no último mês de janeiro, a prefeitura de Rio Branco encaminhou, sem qualquer aviso prévio ou articulação entre os poderes públicos, mais de 30 venezuelanos para a cidade de Porto Velho, custeando apenas as passagens para a capital rondoniense.
Esses venezuelanos desembarcaram na rodoviária de Porto Velho e acabaram ficando em situação de vulnerabilidade, sendo necessária uma rápida mobilização do poder público na busca por abrigo e alimentação, utilizando espaços destinados ao atendimento de pessoas em situação de rua.
A forma como o Poder Executivo de Rio Branco teria realizado o envio dos refugiados ampliando de maneira inesperada a demanda pelos serviços de acolhimento social em Porto Velho irritou alguns gestores responsáveis pela área e trouxe à tona a necessidade de um debate mais amplo sobre o tema.
Vivendo um momento crítico devido à superlotação dos abrigos, a capital acreana recebe, desde o ano passado, um volume significativo de cidadãos venezuelanos, cenário que pode se repetir em Porto Velho caso situações semelhantes continuem ocorrendo.