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VILHENA: Casos de violência doméstica e aglomerações disparam durante pandemia

Em março, o número subiu para 28, sendo 6 registros na madrugada, 7 durante a tarde e 15 a noite

Folha do Sul Online

06 de Junho de 2020 às 08:40

Foto: Divulgação

 

FOLHA DO SUL ONLINE - Além da saúde e da economia, outra questão tem sido motivo de preocupação para as autoridades durante a pandemia do novo Coronavírus, em Vilhena: a violência doméstica. Após a determinação de medidas de isolamento e distanciamento social para combater a Covid-19,  os casos de violência contra mulheres aumentaram em todo o mundo, e não foi diferente em Vilhena, quando são comparados os dados de antes e durante a quarenta.

 
De acordo com registros da Polícia Militar, em fevereiro foram 20 casos registrados, sendo que a noite é o período em que mais são feitas as ocorrências. Já em março, o número subiu para 28, sendo 6 registros na madrugada, 7 durante a tarde e 15 a noite.
 
Em abril os números continuaram subindo, e 4 mulheres pediram ajuda durante a madrugada, 3 foram vítimas pela manhã, uma de tarde, e outras 6 a noite, somando assim 14 casos em 17 dias do mês, quando foi tirado o relatório.
 
Aumentaram também as solicitações de perturbação do sossego durante a noite. As denúncias não são apenas por aglomeração, mas, por barulhos causados por vizinhos durante o isolamento social. A suspeita é de que, como as casas noturnas não podem abrir suas portas, as pessoas fazem a festa em casa.
 
Porém, a PM só atende tais denúncias quando o comunicante se identifica, porque já houve caso de a ordem para parar com o barulho não ser acatada, o causador ser preso pela polícia, mas, não haver provas, o que pode ser complicado durante a audiência, já que não havia vítima e testemunha para provar os fatos.
 
Sobre a aglomeração de pessoas, também estão sendo feitas denúncias. Mas, nesse caso não é preciso se identificar para denunciar, já que no local sempre haverá mais pessoas que podem confirmar os fatos e todos serão conduzidos para a delegacia.
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