Um candidato com deficiência visual denunciou a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) e a banca organizadora Fundação Getúlio Vargas (FGV) por suposta falta de acessibilidade durante a aplicação do concurso público da Casa de Leis, em Vilhena, no Cone Sul do estado. O caso foi registrado na manhã de ontem, no Colégio Tiradentes, local onde a prova estava sendo realizada.
De acordo com o relato, o candidato informou sua condição de deficiência visual no momento da inscrição, solicitando formalmente os recursos de acessibilidade previstos em lei. Entre os pedidos estavam a realização da prova em computador, a disponibilização de ledor, transcritor e tempo adicional, garantias asseguradas pela legislação vigente para pessoas com deficiência.
Falta de recursos motivou acionamento da Polícia Militar
Segundo o candidato, os recursos solicitados não foram disponibilizados no momento da prova. Diante da situação, ele procurou a coordenação responsável pela aplicação do exame e afirmou estar concorrendo às vagas do concurso em condições desiguais, em comparação aos demais candidatos.
Ainda conforme o registro, o denunciante relatou ter se sentido constrangido, discriminado e prejudicado, além de ter sofrido abalo emocional e ansiedade diante do ocorrido. Mesmo sem o atendimento das solicitações, ele decidiu realizar a prova para não perder a oportunidade de participar do certame.
A Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local, onde registrou um Boletim de Ocorrência. A guarnição orientou o candidato a buscar seus direitos por meio das vias administrativas e judiciais.
Caso envolve ALE-RO e banca organizadora
A denúncia envolve tanto a Assembleia Legislativa de Rondônia quanto a Fundação Getúlio Vargas, responsável pela organização do concurso. O caso agora deve ser analisado pelos órgãos competentes, a partir do registro policial e das medidas que poderão ser adotadas pelo candidato.