O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) recebeu uma denúncia formal apontando uma situação de colapso no Laboratório Municipal de Nova Mamoré, localizado no Hospital Antônio Luiz de Macedo. O
Rondoniaovivo obteve acesso ao documento, protocolado na quarta-feira (22), que relata falta de insumos, déficit de pessoal e práticas de assédio moral contra os servidores da unidade.
De acordo com a representação, o desabastecimento ocorre há pelo menos três meses. A falta de materiais e reagentes essenciais paralisou a realização de exames como hemogramas e análises bioquímicas. Como consequência, a demanda externa do município está sendo enviada para a cidade vizinha de Guajará-Mirim, o que tem gerado sobrecarga no sistema de saúde da região e atrasos em diagnósticos. Atualmente, o laboratório de Nova Mamoré estaria operando precariamente apenas para casos de emergência e pacientes internados.
A denúncia acusa o Responsável Técnico e Chefe do Laboratório de não comparecer ao setor por supostamente estar prestando serviços ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN). Sem liderança presencial, a unidade operou recentemente com apenas dois técnicos escalados para suprir toda a demanda de urgência, sem o auxílio de profissionais de suporte.
De acordo com o documento, servidores relatam trabalhar em um "ambiente de medo", sofrendo perseguição e assédio moral por parte da gestão. O ofício aponta como possíveis autores das irregularidades o prefeito de Nova Mamoré, o secretário de saúde municipal, a diretora do hospital e a responsável técnica do laboratório.
Outro lado
O Rondoniaovivo tenta contato com a Prefeitura de Nova Mamoré e a Secretaria de Estado da Saúde. Este conteúdo será atualizado assim que possível. O jornal deixa aberto aqui o espaço para o contraditório.