Um criminoso do PCC foi preso em flagrante nesta quinta-feira (16), ao tentar entrar com entorpecentes na penitenciária Jorge Thiago Aguiar Afonso, conhecida como "603", em Porto Velho.
A droga seria entregue ao irmão do acusado, que cumpre pena na unidade.
A prisão ocorreu durante o procedimento de revista para visitas. Agentes penais desconfiaram da atitude do homem e, após inspeção detalhada por meio de raio-X, descobriram que ele havia ingerido o entorpecente.
Ao todo, foram recuperadas 61 porções de drogas que estavam no estômago do acusado.
Aos policiais, o homem confessou que transportava o material ilícito para o irmão.
Além disso, ele afirmou ser integrante da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O criminoso recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Departamento de Flagrantes, onde vomitou os entorpecentes que estavam na barriga.
A atuação dos policiais penais tem sido fundamental para manter o controle dentro do sistema prisional, especialmente em unidades de alta complexidade como o presídio 603.
O uso de táticas cada vez mais arriscadas por parte dos visitantes — como a ingestão de entorpecentes — exige um nível de atenção e perícia técnica muito alto das equipes de plantão.
Esse tipo de apreensão demonstra que os protocolos de revista e o "olhar clínico" dos agentes estão funcionando como uma barreira eficaz contra o crime organizado.
Além de impedir o tráfico interno, esse trabalho impacta diretamente na segurança externa, já que o controle rigoroso dentro dos presídios ajuda a desarticular comunicações e benefícios para as facções que operam fora dos muros.
É um trabalho de vigilância constante que, muitas vezes, não recebe o devido destaque, mas que é essencial para a ordem pública em Porto Velho.