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Querido Eleitor,
Inicio esta coluna semanal aqui com vocês com o intuito de provocar reflexões sobre os cenários políticos locais e brasileiros que, querendo ou não, podem interferir no nosso dia a dia. A ideia é estabelecer um espaço onde eu possa debater com cada um de vocês dados e sentimentos capturados todos os dias nas redes sociais, pesquisas e estudos que mostram o que estamos pensando e para onde vamos. E quem somos nós? Somos a Insights Políticos Empresariais, uma empresa que trabalha com análise de dados e monitoramento de cenários políticos e empresariais regionais e nacionais. Através de ferramentas de tecnologia e analistas políticos e de mercado, conseguimos traduzir números e métricas algorítmicas em informações que podem ajudar as pessoas a tomar decisões importantes. Somos a mais nova parceira do maior site de Rondônia e estamos aqui para realizar pesquisas, analisar dados e buscar a verdade do que a população está falando, escrevendo, comentando, respondendo e buscando, seja nas redes sociais quanto no dia a dia.
E como vamos estabelecer essa relação? Curiosidades e assuntos impactantes da semana sempre estarão aqui, além de algumas informações de bastidores que, em ano eleitoral, podem causar mudanças de rotas. Nosso objetivo aqui é provocar reflexões nos eleitores de 2026. Polarização está chata? Sim. Muitas pessoas estão cansadas de discutir e brigar por conta de política? Sim. Mas temos que nos informar e analisar dados para tomar as melhores decisões? Sim. Proponho um lugar para a gente discutir dados de maneira leve e descontraída, quando possível, e da maneira séria, quando necessário. O importante é que sempre vamos trabalhar aqui com dados reais e meu foco aqui sempre vai ser falar sobre o que a população tem achado sobre isso ou aquilo.
Sem mais delongas, vamos falar um pouco sobre os acontecimentos das últimas semanas.
Vamos viver uma semana bem intensa no cenário político local. Para quem não sabe, sexta-feira, dia 4, é a data limite para a famosa Desincompatibilização. Na prática, quem saiu dos seus cargos, saiu; quem não saiu… não pode fazer mais nada…
O Governador disse que vai ficar até dezembro, mas… vamos ver o que acontece até sexta…
Viajem comigo aqui num mundo paralelo e analisem o tabuleiro de xadrez agora: O Governador resolve sair do Governo na sexta e se candidata para o Senado. Ele se torna um candidato forte a senador? Uma eleição que possui Silvia Cristina como favorita e uma segunda mais disputada que o último tambaqui assado na esquina da sua casa num domingo de sol com aquela preguiça de cozinhar… Mariana Carvalho, Bruno Scheid, Fernando Máximo, Confúcio Moura, Delegado Camargo e Acir Gurgacz buscando cada um uma fatia do bolo e aí chega o Governador para querer a maior fatia, ou não. Qual seria o peso dele nesse jogo do senado? Ele chega para ser o favorito ou chega para ser coadjuvante? A troca partidária dele não foi muito aceita nas redes sociais e acabou até interferindo um pouco na Campanha de Adailton Fúria.
Continuando no nosso mundo paralelo, como ficaria a situação de apoio ao Prefeito de Cacoal ao governo sem a máquina na mão para eleição de 2026? Fúria consegue se fazer conhecido na capital sem o Governador na cadeira? Como Fúria vai “endireitar” sua campanha depois que a narrativa de que o PSD é um partido aliado da esquerda pegou? Quem vai ser o Vice que pode causar esse impacto na sua campanha que pode contribuir para resolver esse problema?
Quem ficaria no controle do estado? Sérgio Gonçalves seria governador, mas o candidato do partido seria Hildon… qual espaço ele teria? Ele iria trabalhar para eleger Hildon Chaves? A terceira via que surgiu depois de meses de polarização, Marcos Rogério e Fúria, iria ter a máquina na mão e um grupo de deputados que seria um time imbatível?
E Marcos Rogério? A entrada de Hildon Chaves no jogo foi boa para ele? Ele tem o apoio da família Bolsonaro, que aqui em Rondônia significa bastante, mas isso transfere voto na urna no final? Se ele ficar cada vez mais à direita na eleição, significa que, num possível segundo turno, os progressistas (à esquerda) do estado iriam fazer o que já fizeram na eleição passada? A entrada de Hildon tira votos de Fúria? Tira voto de Marcos Rogério? Tira voto dos dois? Será que vamos ter um primeiro turno igual à eleição na cidade de São Paulo em 2024, com 3 candidatos com menos de 2% de diferença entre eles e ninguém sabendo quem vai para o segundo turno?
Nesse mundo paralelo, Sandro Rocha seria um forte candidato para ser eleito deputado estadual? O irmão do Governador, depois de anos de trabalho no Detran, iria conseguir o tão sonhado cargo? Sua esposa, Luana Rocha, depois de anos de trabalho dedicado e construção de uma candidatura que até então não iria acontecer, ressurge das cinzas com uma candidatura a deputada federal bem forte e com chances de vitória? Como ficaria Cristiane Lopes se elas duas têm quase o mesmo público-alvo?
Engraçado como um movimento do tabuleiro causa tantas perguntas e situações, né? Mas como falei antes, tudo isso não passa de perguntas e questões de um mundo paralelo. Até o dia 4, muita água vai rolar debaixo da ponte e muitas conversas podem acontecer e, inclusive, nada. Aguardemos… Uma semana que alguns movimentos podem mudar a configuração do tabuleiro inteiro e surgir alternativas que nem pensamos ainda…
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