O público acostumado a ver Bruce Willis em filmes de ação como os cinco longas da franquia Duro de Matar, esquece que ele começou fazendo comédia com pitadas de suspense e um pouco de romance não correspondido na série A gata e o rato, que o consagrou.
E mais, ele participou de longas irregulares, entre eles, Encontro às escuras, Assassinato em Hollywood não se deixe enganar pelo título nacional, Hudson Hawk, o falcão está à solta fracasso de crítica e público.
A história de nós dois, filme de 1999, dirigido por Rob Rainer (Cliente morto não paga) e estrelado por Bruce Wills e Michelle Pfeiffer, conta o dia a dia de um casal, mas não em ordem cronológica. Uma história simples, com boas atuações e muita emoção.
Num minuto eles estão jovens e apaixonados e na cena seguinte, que se passa em outra época, gritam que se odeiam. O começo apaixonado, o nascimento dos filhos, o desgaste gradual do casamento, e tudo mais que faz um relacionamento nascer, suspirar e do nada morrer. Mas a morte é lenta.
De repente, tudo que ambos tinham em comum transforma o casal em verdadeiros estranhos. Os longos silêncios, pois tudo já foi dito ou não. As pequenas vilanias, o que parecia engraçado, num piscar de olhos perdeu a graça e o sentido. Brigas, brigas e brigas.
Um dos personagens diz que "o casamento é a eutanásia do romance". Ele reclama para os amigos e ela para as amigas, cujos casamentos estão ainda piores. E também tem os filhos, que eles não querem magoar. O filme é este vai e vem. A separação parece inevitável.
A capa do DVD diz que o filme é maravilhoso e romântico. Nem um, nem outro. É um filme que conta muito bem a história de duas pessoas que se conhecem, se apaixonam, se casam, têm filhos, descobrem defeitos e deixam para trás os bons momentos por acharem que não se amam mais.
Qualquer casal pode se identificar ou não. No entanto, não nos sentimos os mesmos quando o filme acaba. Como dizem, as maiores histórias de amor não têm final feliz. E como esta história termina? Não vou contar. Assistam e tirem suas conclusões.
Depois que Bruce Willis adoeceu e precisou se afastar da carreira, lamentavelmente o cinema perdeu um dos seus ídolos dos filmes de ação. Que cinéfilo esquece o primeiro Duro de matar? É uma pena o que está acontecendo com Willis. Seus fãs oram e torcem por ele e sempre lembrarão sua performance como o policial ranzinza, irônico e sempre no lugar errado, na hora errada, porém no filme certo, detetive John McCLane com frase "Yippee-ki-yay, motherf*cker!"
A frase surgiu no primeiro filme, quando McClane provoca o vilão Hans Gruber, que o acusa de agir como um "cowboy americano". A expressão tornou-se uma marca registrada da saga, sendo dita em todos os filmes da franquia.