Quando a lenda é maior que a verdade, imprime-se a lenda - por Humberto Oliveira

Quando a lenda é maior que a verdade, imprime-se a lenda - por Humberto Oliveira

Foto: Divulgação

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Este texto é dedicado aos amigos de profissão Marcos Souza, Josi Gonçalves, Solano Ferreira, minha filha Luana, uma jovem jornalista, Carlos Araújo, Andréia Minuto e Hamilton Lima, em memória. 
 
A frase que dá título a este texto é de um jornalista no final do filme "O homem que matou o facínora", clássico do mestre John Ford. Dos 785 filmes de jornalista identificados pela autora Christa Berger no livro “Jornalismo no Cinema” (2002), mais de 500 são oriundos dos Estados Unidos – estabelecendo o país como o maior produtor de películas do subgênero. 
 
 
De Clark Kent - o repórter boa praça e datilógrafo mais rápido do mundo a Charles "Chuck" Tatum, um jornalista sem escrúpulos e sensacionalista, personagem vivido por Kirk Douglas no longa A montanha dos sete abutres, de Billy Wilder - que antes de se tornar roteirista e cineasta foi repórter em Berlim, o cinema mostrou várias faces dos profissionais da imprensa. 
 
O cinema, o teatro e a televisão brasileira também tentaram mostrar o dia a dia de um jornalista, seja numa redação ou cobertura externa. Talvez o mais notório seja Waldomiro Pena, do seriado Plantão de Polícia. Vivido pelo saudoso Hugo Carvana, o personagem foi criado por Aguinaldo Silva, profundo conhecedor da profissão, mas durante anos atuou como jornalista de Polícia. 
 
Devemos lembrar o famigerado Amado Ribeiro - o personagem criado pelo dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues para sua peça "O beijo no asfalto", não o repórter real - que faz misérias para obter um furo de reportagem, sensacionalista, claro. No filme "O beijo no asfalto", de Bruno Barreto, o repórter é interpretado por Daniel Filho, ele inferniza a vida do pacato Arandir e sua família. Tudo para sua matéria sair na primeira página. 
 
Os diversos filmes de jornalista já produzidos retratam o profissional e a profissão de diversas e diferentes formas, resultando em visões positivas e negativas, idolátricas ou repulsivas. Por exemplo, os jornalistas vividos por Cary Grant na comédia "Jejum de amor" e na refilmagem "A primeira página", cujo mesmo personagem é vivido por Walter Matthau. Ambos fazem de tudo para manter seu melhor jornalista - no primeiro, uma mulher, no segundo, um homem. 
 
O primeiro filme a trazer uma visão pessimista da profissão foi A Primeira Página, a versão original de 1931, onde o editor de um jornal sensacionalista força situações desleais para manter o seu principal repórter – que pretende se casar e mudar de cidade – no emprego. Embora seja uma comédia, a obra introduz um editor inescrupuloso, que deturpa a verdade em nome dos seus objetivos pessoais. 
 
Historicamente, o primeiro “filme de jornalista” produzido foi "O Poder da Imprensa", de 1909, dirigido por Van Dyke Brooke. A obra conta a história do corrupto prefeito de uma pequena cidade que tenta corromper o novo editor do jornal local e, com a recusa do jornalista, inicia uma campanha para destruir sua reputação. Muda, em preto-e-branco e com apenas três atores creditados, a película abriu caminho para uma série de filmes que ambientariam suas tramas dentro do universo do jornalismo. 
 
 
Não há como esquecer obras primas do gênero, entre elas, "Cidadão Kane", de Orson Welles, "Todos os homens do presidente", de Alan J. Pakula, "Rede de intrigas", do diretor Sidney Lumet, e ainda ótimas produções mais recentes: "O Informante", de Michael Mann, "O quarto poder", de Costa Gavras, "Boa Noite, boa sorte", estreia na direção do ator George Clooney, o excelente e revelador "Spotlight, segredos revelados", e claro, "The Post - a guerra secreta", incursão bem feita de Steven Spielberg no gênero, "Frost/Nixon", de Ron Howard - estes dois últimos dialogam com "Todos os homens do presidente", porque tratam do mesmo tempo, o escândalo Watergate e o envolvimento do então presidente Richard Nixon. 
 
Não pretendo me alongar, afinal existem filmes de jornalistas aos montes, principalmente nos Estados Unidos. Aqui apresentei uma pequena parcela do que Hollywood produziu neste gênero. No entanto, se prestarmos atenção, qualquer longa metragem ou série de televisão sempre aparece um jornalista ou uma equipe. 
 
Até em produções de terror como "Pânico" - uma personagem principal é uma jornalista, não muito ética e bem sensacionalista, Gale Weathers, vivida por Courteney Cox.

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