CALOR INTENSO: Terra está secando mais rápido do que esperado

Esse fenômeno é causa e consequência das mudanças climáticas

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Foto: Reprodução

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Nas últimas duas décadas, os continentes perderam água doce em ritmo recorde devido ao uso intensivo de reservatórios superficiais e subterrâneos. Embora a quantidade total de água no planeta não mude, a água doce disponível está sendo contaminada ou descartada no mar.
 
Esse fenômeno é, ao mesmo tempo, causa e consequência das mudanças climáticas: atualmente, 75% da população mundial vive em áreas afetadas pela perda de água doce. Regiões de mega-seca surgiram em todo o Hemisfério Norte, especialmente na costa oeste das Américas, na América Central, no Oriente Médio e no Sudeste Asiático.
 
Os impactos são vastos, especialmente na agricultura, no saneamento e na capacidade de adaptação às mudanças climáticas. Nas regiões historicamente afetadas pela seca, a tendência é de agravamento da desertificação. Segundo os pesquisadores, mesmo áreas que anteriormente apresentavam tendência de aumento da umidade agora estão se tornando mais secas ou, ao menos, não estão mais se tornando úmidas no mesmo ritmo observado anteriormente.
 
As conclusões foram obtidas a partir da análise de dados dos satélites GRACE, da NASA, e publicadas na revista Science. Os dados indicam que a seca se intensificou a partir de 2014, quando um El Niño mais forte do que a média desequilibrou o clima global.
 
Entre 2014 e 2016, esse El Niño provocou uma intensa temporada de furacões na região do Pacífico e contribuiu para secas devastadoras na África, além de causar, na época, temperaturas superficiais recordes em todo o mundo. O fenômeno inverso subsequente, La Niña — que geralmente promove um resfriamento temporário — não foi capaz de reverter a perda progressiva de água. E o problema não é simples de resolver: segundo os autores, essas águas subterrâneas “não serão repostas numa escala temporal humana”.
 
“O desaparecimento das águas subterrâneas dos aquíferos mundiais constitui uma ameaça crítica e emergente para a humanidade e apresenta riscos em cascata que raramente são incorporados nas políticas, na gestão e na governança ambientais”, escreveram os autores no artigo.
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