ELEIÇÃO: Debate da RedeTV! tem foco em economia e "sermão" de Marina em Bolsonaro

Apesar das investidas do PT na Justiça, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do encontro

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Foto: Divulgação

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Temáticas da área econômica, como impostos, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do teto de gastos e o desemprego no Brasil foram o foco do segundo debate entre os candidatos à Presidência da República, realizado pela RedeTV! na noite desta sexta-feira (17).

 

Apesar das investidas do PT na Justiça, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do encontro. A RedeTV! informou que deixaria um púlpito vazio com o nome de Lula, mas não o fez. Em nota lida no início do encontro, a emissora informou que retirou o púlpito destinado ao ex-presidente a pedido de sete dos oito candidatos presentes. Apenas Guilherme Boulos (PSOL) foi contra.

 

Além de Boulos, outros sete candidatos participaram do debate: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede).

 

O tom entre os candidatos foi elevado durante boa parte do encontro, que teve, no total, quatro blocos. O bate-boca mais forte foi protagonizado no terceiro deles, quando Marina Silva (Rede) enfrentou o concorrente Jair Bolsonaro (PSL), dizendo que ele acredita poder resolver os problemas do Brasil, como a desigualdade salarial entre gêneros e a segurança pública, "no grito e na violência".

 

"Você acha que pode resolver tudo no grito, na violência. Nós somos mães, nós educamos os nossos filhos. A coisa que uma mãe mais quer é ver um filho sendo educado para ser um cidadão de bem. E você fica ensinando para os nossos jovens que têm de resolver as coisas na base do grito, Bolsonaro. Você é um deputado, você é pai de família. Você um dia desses pegou a mãozinha de uma criança e ensinou como é que se faz para atirar", afirmou.

 

Ciro x Alckmin

 

Logo em sua primeira oportunidade de confronto direto, Ciro Gomes (PDT) optou por questionar o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Os dois então passaram a discutir, ao longo do debate, sobre temas específicos da área econômica.

 

"O senhor esteve a favor dessa emenda [a PEC do teto de gastos] e eu fui contra. Nós estamos aqui, respeitosamente, nada pessoal, discutindo a concepção de país. O senhor, eleito presidente da República, revogaria ou manteria esse teto dos gastos?", perguntou Ciro.

 

Alckmin, então, afirmou que a emenda existe porque as contas públicas "estouraram todas no período do PT". Apesar disso, ele disse que "o problema não é a PEC do teto", mas sim que é preciso "reduzir o tamanho do Estado".

 

Na ocasião em que Alckmin pôde escolher quem confrontaria, o tucano retribuiu e escolheu Ciro: "vou voltar à questão da economia".

 

Foi quando os candidatos, mesmo que cordialmente, se desentenderam quanto à autoria de uma proposta tributária. Alckmin afirmou que, caso seja eleito, vai unificar cinco impostos em um só, o IVA (Imposto sobre o valor agregado).

 

Ciro logo respondeu: "Corria o ano de 95, eu escrevi o livro e propus o IVA no Brasil. Acho que, na literatura, foi a primeira vez. As lideranças de São Paulo ficaram contra a vida inteira, e eu compreendo".

 

No segundo bloco do debate, quando respondia a uma pergunta do jornalista Reinaldo Azevedo, Alckmin retomou o embate: "Olha, primeiro fazer aqui uma observação sobre a colocação do Ciro Gomes. E dizer que nós somos favoráveis ao ICMS no destino. Aliás, o somos desde a época do Mário Covas".

 

Embates entre Boulos e Meirelles

 

Guilherme Boulos (PSOL) e Henrique Meirelles (MDB) também protagonizaram momentos de embate intensos e trocaram até acusações pessoais.

 

Perguntado por Boulos sobre escândalos de corrupção em seu partido e se manteria "essa prática de trocar ministério por voto no Congresso", Meirelles disse que todos os grandes partidos têm problemas graves. O ex-ministro da Fazenda do presidente Michel Temer (MDB) afirmou ainda ter nomeado um "time dos sonhos", com pessoas "de competência e de preparo técnico", quando liderou a pasta.

 

"Esse "time dos sonhos" que você fala virou o time do pesadelo para o povo brasileiro, porque você era ministro até o mês passado, e o desemprego está em 14 milhões de pessoas", acusou Boulos.

 

Meirelles rebateu, dizendo que sua equipe "criou milhões de emprego no Brasil", e acrescentou: "Criou milhões de empregos para quem de fato trabalha, não é? Não é para apenas para quem faz agitação e procura ocupar terra de outras pessoas que trabalharam duro, não é verdade?", em referência à militância de Boulos no MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

 

Boulos utilizou alguns segundos de sua fala em outro momento do debate para responder Meirelles: "Quero dizer que eu não sou banqueiro, eu sou professor, escrevo, e ganho minha vida honestamente. Luto ao lado dos sem-teto com muito orgulho há 17 anos, de quem precisa de casa. Estou junto com sem-teto, com sem-terra, só não estou junto com sem-vergonha como alguns aqui estão".

 

Saúde, educação e segurança

 

Apesar de serem mencionados pelos candidatos, temas como saúde, educação e segurança pública não tiveram destaque ao longo do debate. Foram poucas as propostas específicas para essas áreas trazidas por eles.

 

"O problema da nossa nação chama-se gestão. Gestão e política pública. Eu quero dizer a você que está me ouvindo, cidadão brasileiro, povo brasileiro, você tem direito à educação, a saúde, a alimentação, ao trabalho, ao transporte, ao lazer", disse Cabo Daciolo.

 

O candidato Jair Bolsonaro voltou a dizer que irá combater o que chama de "ideologia de gênero" e "partidarização" em sala de aula e afirmou que pretende militarizar as escolas do ensino fundamental.

 

"O dinheiro sempre vai ser apertado. No próximo governo, no outro, governar é escolher, e nós vamos priorizar a educação, educação básica, priorizar a saúde, meu dever até como médico, e a segurança pública. E trazer investimento privado para a infraestrutura do nosso país, que vai gerar muito emprego, e rapidamente", afirmou Alckmin.

 

Já Guilherme Boulos disse que irá resolver o problema da segurança pública no Brasil investindo em inteligência e investigação. "Nós vamos fazer isso, e vamos fazer enfrentando o crime organizado de verdade. Porque vamos falar a verdade aqui para o povo brasileiro: o crime organizado, o comando dele, não está no barraco de nenhuma favela, está mais perto da praça dos Três Poderes do que da favela da Rocinha".

 

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