O adolescente de 15 anos que surpreendeu em PyeongChang 2018 cresceu – e alcançou um novo feito do esporte Paralímpico brasileiro. Oito anos depois e ainda jovem com seus 23 anos, Cristian Ribera conquistou a primeira medalha Paralímpica de inverno do Brasil em Milano Cortina 2026 nesta terça-feira, 10 de março.
A prata histórica no sprint masculino da categoria sitting (atletas com deficiência nos membros inferiores) é o segundo resultado histórico do país na neve italiana. Menos de um mês antes, Lucas Pinheiro Braathen já tinha conquistado o primeiro pódio brasileiro no esporte Olímpico de inverno com a medalha de ouro no slalom gigante do esqui alpino.
Este é um sonho que Cristian alimenta há um bom tempo. Em Beijing 2022, ele já era um dos cotados ao pódio, principalmente após conquistar a medalha de prata no sprint do Mundial de 2022 dois meses antes dos Jogos. Naquela ocasião, porém, ficou fora do pódio.
“Vamos em busca destes sonhos que, ao mesmo tempo que pode demorar, parece que está tão perto. Então a gente tem que continuar treinando para fazer acontecer”, comentou o atleta ao Olympics.com ainda em 2025 sobre a expectativa de ganhar uma medalha Paralímpica em Milano Cortina 2026.
Ele transformou a frustração de quatro anos atrás em aprendizado e determinação. Aperfeiçoou seus treinamentos tanto na parte física quanto na técnica e se tornou em uma das estrelas do esqui cross-country Paralímpico. Conquistou 15 dos seus 19 pódios em etapas da Copa do Mundo e quatro das cinco medalhas em Mundiais ao longo deste ciclo.
Foi campeão mundial no sprint sitting em 2025 (depois de ter sido bronze nesta prova também em 2023) e conquistou o Globo de Cristal como campeão geral da Copa do Mundo da modalidade na temporada 2024/2025. Chegou aos Jogos Paralímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 como um dos líderes da Lista de Pontos FIS de sua categoria.
Mas qual foi o caminho que levou Cristian Ribera ao pódio em Milano Cortina 2026? Como ele se tornou um dos melhores atletas do mundo no esqui cross-country Paralímpico? Confira mais sobre a trajetória do primeiro medalhista Paralímpico de inverno do Brasil.