Um grupo de engenheiros da Universidade de Nebraska–Lincoln, no Estados Unidos, desenvolveram um músculo robótico macio que consegue detectar danos e reparar-se sozinho, sem ajuda humana. Trata-se de um processo parecido com a cicatrização da pele.
O trabalho, liderado pelo engenheiro Eric Markvicka e pelos estudantes de pós-graduação Ethan Krings e Patrick McManigal, pode transformar a forma como eletrônicos e máquinas lidam com danos.
O sistema tem três camadas:
- A camada de cima controla o movimento usando pressão da água.
- A camada do meio é feita de um plástico especial que derrete com calor e endurece de novo, fechando o dano.
- A camada de baixo funciona como uma “pele eletrônica”, com pequenas gotículas de metal líquido misturadas em silicone. Elas conseguem sentir pressão ou furos.
Quando acontece um dano, essas gotículas criam um novo caminho para a eletricidade exatamente no ponto atingido. O sistema percebe isso e manda mais corrente elétrica para a área danificada.
Esse calor faz o plástico da camada do meio derreter e fechar a rachadura. Depois, o sistema envia uma corrente mais forte para apagar esse caminho temporário, deixando o sensor pronto para detectar futuros danos.
Todo o processo acontece sozinho: detectar, reparar e reiniciar. Não precisa de ferramentas externas nem de pessoas. É mais um passo em direção a máquinas que conseguem se cuidar sozinhas no mundo real.