O cérebro humano foi moldado pela evolução para registrar a dor, as ameaças e as críticas com muito mais intensidade do que os elogios. Essa tendência, segundo a psicologia evolutiva, é um mecanismo de sobrevivência: a amígdala cerebral grava experiências negativas para manter o corpo em estado de alerta diante do perigo.
Um estudo clássico de Baumeister e colaboradores (2001) mostrou que o impacto do “mal” é muito mais forte que o do “bem”. Enquanto um insulto pode ecoar por décadas, um elogio costuma desaparecer da memória em poucas semanas.
Para proteger a saúde mental, especialistas recomendam reprogramar o cérebro para registrar experiências positivas: anotar elogios, revisitar palavras gentis e repeti-las até que se tornem lembranças duradouras.
Como conclui o estudo, o modo padrão do cérebro é o medo — não a alegria. Cultivar a lembrança do que é bom é, portanto, um exercício consciente de bem-estar emocional.