O sistema de fiscalização da Penitenciária Jorge Thiago Aguiar Afonso, conhecida como "603", contabilizou pelo menos 13 detenções de mulheres que tentaram entrar na unidade com drogas ocultas no corpo durante o primeiro trimestre de 2026. Como registrou
Rondoniaovivo, as apreensões ocorreram durante o procedimento de revista com o suporte de equipamentos de escaneamento corporal (raio-X).
O método de ocultação variou entre a ingestão de invólucros e a introdução de substâncias em cavidades corporais. O equipamento de inspeção permite que os agentes identifiquem os materiais antes da entrada no setor de carceragem.
Entre os casos registrados, figuram familiares e conhecidos de reclusos. Há um recorte de gênero nos episódios: apenas mulheres foram flagradas transportando as drogas, entre elas mães, irmãs e esposas. Em uma das ocorrências, registrada no dia 27 de março, uma mulher, acompanhada por uma criança, transportava 63 porções de cocaína.
Conforme o protocolo do sistema prisional, quando há suspeita ou confirmação de ingestão de substâncias, o indivíduo é encaminhado a uma unidade hospitalar para a remoção segura do material. Foi o caso de uma idosa de 66 anos, que tentou levar entorpecentes para o filho no último dia 11 de abril.
As suspeitas podem responder pelo crime de tráfico de drogas, com as causas de aumento de pena previstas na Lei 11.343/2006 para infrações cometidas no interior de estabelecimentos prisionais. Além da esfera criminal, os detidos ficam sujeitos à suspensão do direito de visita à unidade.