Uma cena violência assustou motoristas e pedestres no final da noite de sábado (18), no cruzamento das avenidas Calama com Jorge Teixeira, bairro Embratel, em Porto Velho (RO).
Um moto de aplicativo de 35 anos Érico Rodrigo G., foi alvo de uma tentativa de homicídio e só não foi executado graças à intervenção de um policial militar que passava pelo local. O acusado foi baleado e preso.
A vítima conduzia uma motocicleta Honda Fan e transportava um passageiro quando parou no semáforo ao lado do supermercado Irmãos Gonçalves.
Nesse momento, o acusado identificado como Edson Luiz L., 31, aproximou-se em uma motoneta XRE 300 de cor prata, sacou um revólver calibre .38 e iniciou uma sequência de disparos contra Érico.
Mesmo com a presença de diversas testemunhas e do passageiro na garupa, o atirador continuou disparando contra a vítima, que caiu ao solo atingida por múltiplos projéteis.
Um cabo da PM, que estava parado no mesmo semáforo, presenciou o ataque. De imediato, o militar desembarcou, identificou-se e deu ordem de parada. No entanto, Edson ignorou a autoridade e persistiu na tentativa de matar a vítima.
Para cessar a agressão e proteger a vida de terceiros, o PM efetuou um disparo preciso que atingiu o braço direito do atirador (mão da arma).
Com o ferimento, o criminoso se rendeu e foi preso pelo militar até a chegada de policiais militares de plantão.
A equipe do SAMU foi acionada e encaminhou Érico ao hospital João Paulo II. Segundo o boletim médico, a vítima sofreu cinco perfurações, sendo que dois projéteis ficaram alojados na região do tórax. Ele permanece internado sob observação.
O autor do crime também recebeu atendimento médico no braço e, após receber alta, foi levado ao Departamento de Flagrantes.
No local, os policiais apreenderam o revólver calibre usado no crime, que estava com cinco munições deflagradas e com a numeração suprimida (raspada).
Um fato que chamou a atenção foi a conduta de Edson após a prisão. Ele afirmou diversas vezes que "só não terminou o serviço porque o policial interveio". Além disso, o acusado quebrou o próprio aparelho celular com as mãos para evitar que o telefone fosse periciado pela Polícia Civil.
As apurações preliminares apontam que autor e vítima possuem uma desavença antiga, com registros anteriores de trocas de tiros entre ambos.
Edson Luiz agora responderá por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e porte ilegal de arma de fogo. As motocicletas e os pertences de ambos foram apreendidos e entregues na delegacia.