Anotações atribuídas ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelam um mapa preliminar de alianças estaduais, possíveis exclusões de aliados e apostas em nomes da própria família para consolidar palanques nas eleições de outubro de 2026. Em Rondônia, o senador Marcos Rogério (PL) aparece como o principal nome do grupo, citado tanto para disputar o governo quanto como opção ao Senado. Já o governador Marcos Rocha é descartado como “não será candidato" a nada.
O conteúdo, intitulado “Situação nos Estados”, foi divulgado por veículos da imprensa nacional, como Poder360, Metrópoles, O Estado de S. Paulo e O Globo. As anotações teriam sido feitas por Flávio durante reunião partidária na terça-feira (24.fev.2026).
Situação em Rondônia
No caso de Rondônia, o documento indica que o governador Marcos Rocha (União Brasil) “deve ficar no mandato, não será candidato". A observação sugere a expectativa de que o atual chefe do Executivo estadual não dispute outro cargo no pleito.
Para o Senado, onde estarão em disputa duas vagas pelo Estado, a lista aponta três possíveis candidatos: Fernando Máximo (UB), Marcos Rogério (PL) e Bruno Sheid (PL). A inclusão de mais nomes do que vagas indica disputa interna e a necessidade de definição estratégica dentro do grupo.
Segundo a imprensa nacional, o documento detalha como o partido pretende se posicionar nos Estados para viabilizar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Ao jornal O Globo, o senador afirmou que as anotações não refletem necessariamente sua opinião pessoal, mas seriam “sugestões” recebidas durante as discussões.
O material expõe, ainda que de forma preliminar, o desenho político em construção e evidencia que a consolidação de palanques regionais — especialmente em Estados estratégicos como Rondônia — é considerada central para a viabilidade do projeto nacional do PL em 2026.