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AGRO: RO avança no cultivo de floresta plantada e deve plantar mais 45 mil hectares

Estado possui atualmente cerca de 25 mil hectares de Florestas Plantadas

ASSESSORIA

11 de Agosto de 2020 às 14:38

Foto: Divulgação

O aumento de áreas de florestas plantadas se tornou mais uma possibilidade de alavancar a economia do agronegócio em Rondônia, depois da alta produtividade de grãos e da pecuária no Estado. Rondônia possui atualmente cerca de 25 mil hectares de florestas plantadas e a expectativa para os próximos anos é aumentar o plantio em mais de 45 mil hectares em todo o Estado.
 
O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), tem apoiado fortemente vários projetos de incentivo à produção de florestas plantadas, entre eles, o Projeto Eletrogóes, que deve implantar 10 mil hectares de eucalipto na região de Pimenta Bueno nos próximos anos, há também o Projeto RB que visa um trabalho em conjunto à Empresa Grupo Resinas Brasil, onde deve fomentar o plantio de mais 15 mil hectares de Pinus, junto aos produtores rurais em todo o Estado para a extração de goma resina. Está prevista para se instalar no Estado uma usina de resinagem para beneficiar o produto e exportá-lo via Rio Madeira, para Portugal. A entrega de mudas de castanhas-do-Brasil aos produtores também é outro projeto que visa fortalecer a plantação de florestas e que está em andamento.
 
Para recuperar áreas degradadas e beiras de igarapés, está em estudo a construção de um grande viveiro, onde serão distribuídas mudas gratuitamente de espécies apropriadas aos produtores rurais. Nos próximos anos, duas usinas de etanol de milho devem ser instaladas na região sul do Estado e cada uma irá plantar cerca de 10 mil hectares de eucalipto para produção de biomassa.
 
“Nós estamos trabalhando com o pé no chão, mas a possibilidade para os próximos anos é alcançar mais de 45 mil hectares. Nós tínhamos uma expectativa de aumentar em 6 mil hectares, mas com o apoio do Governo e com vários trabalhos, muitos produtores interessados surgiram com vontade de plantar. Todos esses projetos irão fortalecer a área de florestas plantadas no Estado”, explicou o engenheiro agrônomo e coordenador do Projeto Florestas Plantadas, Ariel Gomes.
 
ESPÉCIES
 
Do Pinus é retirado a goma resina que pode ser usado para fazer mais de dois mil subprodutos
 
O plantio de florestas tem atraído o interesse de pequenos, médios e grandes produtores de Rondônia. As espécies Pinus e Eucalipto, ambas espécies exóticas, são mais cultivadas no Estado, principalmente no sul, devido à fácil adaptação aos solos. As outras culturas como o Paricá (espécie nativa), Teca e Mogno Africano (espécies exóticas), possuem uma área plantada mais tímida, mas com forte potencial para aumento do plantio.
 
Após o tratamento da madeira de Eucalipto, pode ter aplicação em diversas finalidades, como cercas, telhados, postes de iluminação, postes decorativos, galpões, currais, decks, porteiras, entre outras. Para dar durabilidade à madeira, protegendo-a contra cupins, brocas e apodrecimento, o tratamento químico onde o processo dura cerca de 4 a 6 horas, cria uma durabilidade garantida de até 15 anos. Outra forma de utilizar o eucalipto é como produto para a biomassa, como a usina Eletrogoes que compra madeiras de eucalipto para fazer a queima e manter a termelétrica. Os secadores de café também utilizam a madeira para fazer a torrefação do grão. Outra finalidade da espécie é a criação de carvão e de óleos essenciais utilizados para fazer produtos de limpeza, devido ao seu aroma diferenciado.
 
Do Pinus é retirada a goma resina que pode ser usado para fazer mais de dois mil subprodutos. O Pinus, a partir do oitavo ano, pode começar a retirar a resina, com 18 a 20 anos pode-se cortar a madeira para uso principalmente de caixarias nas construções e na fabricação de móveis como sofá e cama box. A Teca é uma das espécies mais exportada, pois é uma madeira mesclada, bonita, resistente à água, utilizada para fazer navios, embarcações e móveis. O Mogno Africano é utilizado para fazer móveis finos, violinos, peças mais caras e chiques. O Paricá é exclusivo para uso do setor de laminados, onde se fabrica os compensados.
 
A produção de goma resina extraída do Pinus no Estado está acima da média do Brasil, sendo que a média de produção do país está em torno de dois a três kg/árvore/ano e em Rondônia tem árvore produzindo mais de 3 kg/ano, tudo isso devido ao clima tropical, investimento em material genético e em manejo com a floresta.
 
SUSTENTABILIDADE E RENDA
 
A Floresta Plantada se tornou uma importante fonte de renda e sustentabilidade em Rondônia e no País. De acordo com Ariel Gomes, com o aumento do plantio de soja, café, entre outras culturas no Estado, o intuito é acabar com a pressão em cima da floresta nativa e utilizar recurso da floresta plantada, de forma sustentável, para fazer a secagem dos grãos.
 
“O objetivo de plantar e colher de forma sustentável é trabalhar todo o ecossistema e fonte de renda, como por exemplo, o produtor de café, ele pode ter a própria floresta do que comprar madeira de fora, ou realizar desmatando na mata nativa. Ele poderá fazer a secagem com a própria lenha de sua propriedade, de forma sustentável”, explicou. Ariel ainda ressaltou que com cinco anos de plantação de eucalipto, o produtor poderá colher a madeira e refazer toda a cerca de sua propriedade.
 
O coordenador destacou que uma pequena família pode cuidar tranquilamente de dez hectares de Pinus e pode tirar um valor considerável de até R$ 76 mil reais bruto por ano, uma renda relevante para o produtor que deseja investir na área. “Muitos produtores já estão pensando no futuro e procurando o sistema para trabalhar. O uso da integração com a pastagem também conhecida como IPF proporcionará maior bem estar animal, consequentemente maior produção tanto de carne como de leite, levando mais conforto térmico aos animais e mais qualidade e de vida ao produtor, além de proporcionar mais uma fonte de renda”, contou.
 
O coordenador ainda informou que trabalhar com Floresta Plantada, especificamente com floresta exótica, é mais fácil, pois há menos exigências e burocracias ambientais e favorece maior rentabilidade.
 
Direito ao esquecimento

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