A inteligência artificial já não é mais uma aposta para o futuro. Segundo o professor Ítalo Teotônio, especialista em educação e inovação, a IA passou a ocupar um papel estrutural no mercado de trabalho, influenciando diretamente quem avança profissionalmente e quem corre o risco de ficar para trás.
Em análise recente, o professor destaca que a principal mudança não está apenas no surgimento de novas tecnologias, mas na forma como elas estão sendo incorporadas ao dia a dia de estudantes, profissionais e empresas. “A IA já está moldando processos, decisões e produtividade. Ignorar isso hoje significa perder competitividade”, avalia.
Entre as principais ferramentas que vêm se consolidando como aliadas práticas do trabalho, o professor cita o ChatGPT, utilizado para organizar ideias, melhorar textos, planejar atividades e analisar informações com mais agilidade. Já o Gemini, integrado ao ecossistema do Google, tem ganhado espaço em tarefas colaborativas, especialmente no uso de documentos, planilhas e arquivos extensos.
Para pesquisa e tomada de decisão, o destaque vai para o Perplexity, ferramenta que apresenta respostas acompanhadas de fontes, reduzindo achismos e ampliando a segurança das informações. No campo dos estudos e da análise aprofundada de conteúdo, o NotebookLM permite transformar PDFs e materiais próprios em resumos e insights estratégicos.
O professor também chama atenção para soluções focadas em execução. O Manus, por exemplo, atua da ideia à entrega, priorizando resultados práticos. Já o Gamma facilita a criação de apresentações e documentos visuais com estrutura profissional, enquanto o Lovable possibilita transformar ideias em produtos, interfaces e MVPs, mesmo para quem não domina programação.
De acordo com Ítalo Teotônio, o desafio não está em dominar todas as ferramentas disponíveis, mas em compreender quando e por que usar cada uma delas. “A inteligência artificial não substitui o pensamento crítico. Ela potencializa quem sabe fazer boas escolhas”, resume.
A partir dessa perspectiva, a IA deixa de ser um diferencial opcional e passa a ser uma competência básica, cada vez mais presente na formação acadêmica, no ambiente corporativo e nos processos de inovação.