SENTIMENTO RECOLHIDO: O que a ciência diz sobre o hábito de vigiar o ex nas redes sociais

Verificar repetidamente as redes sociais de um ex-parceiro não alivia a dor do rompimento

SENTIMENTO RECOLHIDO: O que a ciência diz sobre o hábito de vigiar o ex nas redes sociais

Foto: Reprodução/Instagram

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Checar as redes sociais do ex é um clássico de fim de relacionamento. Com quem a pessoa está? Já superou e vive bem? A busca por alguma pista ou conforto pode render horas e virar uma rotina, que para alguns parece inofensiva — até mesmo útil, uma forma de se manter informado.
 
Mas, na última década, pesquisas na área da psicologia pintaram um quadro menos reconfortante: verificar repetidamente as redes sociais de um ex-parceiro não alivia a dor do rompimento. Na verdade, muitas vezes contribui para manter a dor viva.
 
“Ao procurar seu ex online, você está fortalecendo as conexões cerebrais que deveria estar tentando enfraquecer”, diz Joanne Davila, psicóloga clínica da Stony Brook University, em Nova York.
 
A dor emocional nos leva a verificar constantemente o ex-parceiro nas redes sociais, o que mantém esse sofrimento vivo — ciclo difícil de ser quebrado. Os seres humanos são programados para buscar informações, e rompimentos criam um vácuo, que de alguma forma buscamos preencher. Aí vêm as redes sociais, com seu vasto conteúdo entregue de bandeja.
 
Verificar o perfil de um ex é como buscar algo ou alguém familiar quando você se sente sozinho e inseguro. Isso pode lhe dar um alívio temporário, mas é improvável que ajude com a dor emocional subjacente.
 
As redes sociais exploram os sistemas de recompensa do cérebro. “Você vê algo novo e isso inicia um ciclo de feedback de dopamina. Parece que você tem um pouco de controle”, explica Drouin.
 
Mas, se não for controlado, pode ser semelhante ao comportamento observado em pessoas com ansiedade e transtornos obsessivo-compulsivos. “Elas verificam e se sentem melhor”, disse Davila. “E então, quando pioram, querem verificar novamente.”
 
Ficar preso em um ciclo como esse pode impedir as pessoas de lidar com suas emoções. Sob estresse, as pessoas podem interpretar as coisas de uma forma autodestrutiva, reforçando o desejo em vez da cura, diz Davila.
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