COLUNA SEMANAL: Del. Flori, diz que Expedito Júnior é um ‘cavalo peludo’ e vai acabar com candidatura de Fúria

Dep. Del. Camargo lança pré-candidatura a governador; Empresa abandona obra de muralha no Presídio Federal de Porto Velho; Reforma da sede do INSS, na capital também é abandonada por construtora e vândalos fazem a festa; RO deve perder com reforma tributária

COLUNA SEMANAL: Del. Flori, diz que Expedito Júnior é um ‘cavalo peludo’ e vai acabar com candidatura de Fúria

Foto: Divulgação

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Fogo no parquinho

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‘Fogo no parquinho!’ Assim uma conhecida figura do partido Podemos, em Rondônia, definiu o anúncio feito, na última terça-feira (24), pelo deputado estadual Delegado Camargo(Republicanos), de que é pré-candidato ao Governo de Rondônia. A surpresa foi geral entre políticos, analistas políticos de plantão, grupos de Whatsapp e, do outro lado, de confusão na cabeça da população. Na semana anterior, Camargo; prefeito de Vilhena, Delegado Flori; e o presidente do partido Podemos e prefeito de Porto Velho, Léo Moraes; estavam juntos para cima e para baixo na capital, anunciando que Flori era o pré-candidato do partido na disputa pelo comando do CPA e Camargo disputaria uma vaga de senador. Mas eis que surge essa reviravolta e o que parecia está certo no Podemos e Republicanos estadual se desfez com um castelo de cartas. Inclusive foi divulgado um texto pela assessoria do deputado Camargo, afirmando que atendeu um chamado do povo. Mas qual povo e com base em que essa conclusão?

 

 

Léo Moraes

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A situação mostrou que existe uma disputa de bastidores nas entranhas dos partidos Republicanos e Podemos e que em RO, a união de ambos, sonhada até a nível nacional, começa a mostrar que não será tão simples como aparentava. Ambos, Flori e Camargo, até o momento, apesar dos pesares, concordam em um ponto: Léo Moraes é a referência deles na política. O prefeito da capital ainda não se manifestou sobre essa situação, o que está servindo para alimentar as mais diversas especulações, o que não é nada bom para as imagens do Podemos e Republicanos.

 

‘Sou pré-candidato’

 

A coluna conversou com o prefeito de Vilhena, Delegado Fiori(foto), sobre essa situação, e também sobre as notícias de que estaria em conversas com o prefeito de Cacoal, Adaílton Fúria, que também é pré-candidato pelo PSD e que tem como presidente estadual o ex-senador Expedito Júnior. Nessa articulação, Flori, viria como vice-governador na chapa. Ele negou essas negociações. “Da minha parte, pelo que sei e me foi informado, inclusive o senhor ouviu do próprio Léo Moraes em seu programa Conexão Rondoniaovivo(link), que eu sou o pré-candidato do Podemos. Aliás, o delegado Camargo nem está no partido. Quanto a ser vice do Fúria, talvez ele tenha dito isso em vista das manifestações do delegado Camargo e tenha calculado que eu fui abandonado e com isso levar alguma vantagem. É isso!”, disse.

 

Cavalo Peludo

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Sobre a sensação de ter sido abandonado e participar da chapa de Adailton Fúria, prefeito Delegado Flori foi direto, demonstrando que espera uma manifestação por parte do Podemos e Léo Moraes em relação a tudo isso que está ocorrendo. “Se bem que não desmentiram nada do Camargo também. Isso cheira a chifre. Tomara que não seja, sou muito fiel a ele (Léo Moraes). Respeito ele. Quanto ao Fúria, tem uma coisa muito dura. Fúria tem como líder partidário e seu coordenador de campanha, o Expedito Júnior. Esse é um cavalo peludo, um nome muito desprestigiado e que vai acabar com as chances do Fúria”, previu.

 

Políticos de RO ignoram

 

O Brasil passa por um Reforma Tributária que vai alterar bastante a forma de arrecadação de imposto e a relação entre Estados, Municípios, Governos Estaduais e Federais. Mas, principalmente, a relação entre empresas e consumidores. No entanto, apesar da seriedade que esse debate exige, ele está sendo ignorado pelas classes políticas estadual e federal. O advogado tributarista Rafael Duck (foto), alerta que os estados mais fracos economicamente, como Rondônia, poderão ser os mais prejudicados duplamente. “A Reforma Tributária irá alterar o formato de tributação dos produtos e serviços. No bojo dessa transformação, há o fim dos benefícios fiscais concedidos pelos entes, restando apenas alguns bem específicos. Com isso, a classe política não poderá se valer da chamada ‘política fiscal’, onde havia possibilidade de uso dos tributos como forma de atrair investimentos e indústrias. Sem esses benefícios, várias empresas poderão se deslocar para os grandes centros, fazendo com que a classe política repense suas propostas para o setor. É inevitável que deverá haver uma necessidade de melhorar nossas infraestruturas para motivar as grandes empresas a permanecerem no nosso Estado. As condições das estradas, custo logístico e o preço combustível são, sem dúvidas, um desafio para quem empreende no Norte. A inobservância dessa reformulação da infraestrutura poderá ocasionar graves crise no setor produtivo, que, obviamente, impactará o social, produzindo um desemprego em alta escala”, advertiu.

 

 

Presídio Federal sem muralha

 

Os policiais federais da União estão mobilizados na cobrança ao Governo Federal pela criação do Funcoc (Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas). O fundo será destinado ao financiamento permanente das ações de enfrentamento às organizações criminosas. Apesar da importância do projeto, as forças de segurança denunciam que a União anunciou a criação do Funcoc, em novembro do ano passado, e até hoje não o encaminhou ao Congresso Nacional. Em Rondônia, se o fundo já estivesse valendo, talvez já teriam terminado a construção da muralha em torno do Presídio Federal de Porto Velho. Policiais penais em conversa com a Coluna relataram que já fazem dois anos da fuga de dois presos do Presídio Federal de Mossoró e que, na época, foram prometidas pelo Governo Federal, a construção dessas muralhas nos presídios federais. “A empresa que ganhou o contrato em Porto Velho não conseguiu cumpri-lo. Esse mesmo problema observamos nas outras unidades. Além disso, estamos com efetivo baixo, o que aumenta o risco de invasão. Vale lembrar que no passado, o Marcola, que esteve preso aqui, pagou R$ 120 milhões para ser resgatado. São presos de altíssima periculosidade. A muralha seria uma proteção a mais no presídio”, disseram.

 

Sede do INSS abandonada

 

E a reforma da sede do INSS, em Porto Velho, que fica na avenida Jorge Teixeira com a Imigrantes, parou de vez. Os trabalhos estavam orçados em R$ 2.380.101,86. Atualmente, o local está sendo alvo da ação de vândalos que furtam o que é possível carregar. O local após um incêndio, em 3 de julho de 2020, ficou abandonado e, recentemente, foi iniciada a recuperação trazendo esperança para os moradores da região, que não seria mais um prédio público a servir de local para viciados em drogas. Mas a alegria durou pouco. A coluna entrou em contato com o gerente executivo do INSS em Rondônia, Saulo Sampaio Macedo, para saber o que houve e o que está sendo feito para reverter a situação. “Sobre o que vem ocorrendo nessa agência do INSS, é importante destacar que desde janeiro de 2025, esse imóvel está entregue à empresa Clima Engenharia, que venceu a licitação para a reforma da agência. No entanto, fomos informados que desde dezembro de 2025, a empresa abandonou o posto, o cuidado e a segurança que ela deveria ter ao ser contratada para a obra. Dito isto, o INSS tem envidado esforços para que haja a penalização da empresa e, consequentemente, o desconto do seguro que essa empresa teve que depositar, para que cubra possíveis avarias e furtos”, declarou.

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