Alvará de soltura foi expedido com efeito imediato
Foto: Divulgação
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A Justiça de Porto Velho concedeu, nesta sexta-feira (17), liberdade à influenciadora digital Izabela Thais Paiva Macedo, conhecida como Iza Paiva. A decisão atende a um pedido de revogação de prisão preventiva apresentado pela defesa, sob a responsabilidade do advogado criminalista Dr. Samuel Costa.
O principal argumento acatado pelo magistrado foi o encerramento da instrução criminal, finalizada em audiência no último dia 1º de abril. Com a conclusão da colheita de provas orais, a Justiça entendeu que não há mais risco de interferência no processo por parte da acusada.
Na decisão, o juiz destacou os seguintes pontos:
Excepcionalidade da prisão: A custódia preventiva não deve ser prolongada sem fundamentos atuais e concretos.
Condições favoráveis: A influenciadora possui residência fixa, atividade lícita e não apresenta indícios de risco de fuga.
Proporcionalidade: Diante do tempo já cumprido em regime fechado e da conclusão das diligências, a manutenção da prisão foi considerada desproporcional.
Embora tenha recebido o direito de responder ao processo em liberdade, Iza Paiva deverá cumprir medidas cautelares determinadas pelo Código de Processo Penal, incluindo:
Proibição de ausentar-se da comarca de Porto Velho sem autorização prévia.
Proibição de manter contato (direto ou indireto) com as vítimas do processo.
O alvará de soltura foi expedido com efeito imediato, salvo se houver outro mandado de prisão pendente. O Ministério Público foi intimado sobre a decisão e o processo segue o trâmite regular na capital rondoniense.
A influenciadora Iza Paiva foi presa em Porto Velho no dia 15 de outubro do ano passado por suspeita de mandar o Comando Vermelho torturar dois homens que invadiram e furtaram a casa dela. A jovem de 26 anos tem milhares de seguidores nas redes sociais.
A Polícia Civil afirma que Iza faz parte do Comando Vermelho, mantendo "estreitos vínculos". Ela estava fora do estado, quando sua casa foi furtada. Quando tomou conhecimento do caso, determinou que os suspeitos fossem localizados e punidos, além de reivindicar de volta os bens furtados.
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