É possível que o progresso futuro dos povos amazônicos esteja ligado ao melhor emprego de um palavrão inventado há pouco pelos cientistas: sociobioeconomia. Não sendo mais apenas a economia, que não tem pátria, ideologia ou sentimentos, mas somente interesses, a sociobioeconomia põe a sociedade à frente dos interesses. Nem sendo apenas a bioeconomia, que é extrair riqueza da vida, ela visa ganhos compartilhados via justiça social.
É forçoso dizer que a criminalidade ambiental é um tipo de bioeconomia, embora contaminada pelo desprezo às leis, à natureza e ao bom senso, segundo o qual preservar a floresta renderá muito mais se ao contrário de somente desmatar abusiva e indiscriminadamente houver a reflexão de que a economia sustentável rende mais respeitando a vida e as gerações futuras.
Passo significativo rumo à sociobioeconomia foi dado no fim de 2025 pela destinação de R$ 96,6 milhões do Fundo Amazônia ao projeto “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva”, contratados pelo BNDES e Conab. Com o objetivo de fortalecer atividades produtivas sustentáveis e ampliar o acesso ao mercado de alimentos e produtos da sociobioeconomia e da agricultura familiar, aponta para a direção correta. Todo recurso investido em projetos capazes de combinar o combate ao desmatamento com a geração de emprego, renda e o fortalecimento dos povos e comunidades da Amazônia é bem-vindo.
Agora vai!
Ante ameaça de novos reajustes de passagens aéreas por conta da guerra no Oriente Médio, deputados federais e senadores apresentaram cinco projetos no Congresso Nacional para autorizar empresas aéreas estrangeiras a operar na região amazônica. Os projetos são dos deputados federais Lucio Mosquini (PL), Mauricio Carvalho (União Brasil) e Cristiane Lopes (Podemos), da bancada rondoniense e dos senadores Alan Rick e Sergio Petecão, representantes do Acre. Rondônia e Acre padecem com as tarifas aéreas mais brutais no Brasil atualmente. Será que agora a coisa anda?
Nova gestão
Em Cacoal, o vice-prefeito Tony Pablo que assumiu a titularidade da prefeitura local substituindo o prefeito Adailton Fúria que deixou o cargo para disputar o governo estadual, anunciou mudanças na administração. Certamente Pablo quer deixar a sua marca numa gestão considerada uma das melhores do estado nos últimos anos. Mas Pablo constatou demandas na saúde e educação e falta de apoio a esportes e lazer. O que se vê é que o novo alcaide não deverá apoiar Fúria já que é amiguinho do deputado estadual Cirone Deiró que foi anunciado como postulante a vice do candidato ao CPA, Hildon Chaves, concorrente de Fúria.
Baita fria
A percepção é que um dos melhores prefeitos de Rondônia, Adailton Fúria, entrou numa fria ao ser convencido a disputar o governo de Rondônia. Em Cacoal o seu domicilio eleitoral terá o novo prefeito apoiando um adversário. Não bastasse tem o coordenador da sua campanha, o ex-senador Expedito Junior alinhado também com seu próprio filho disputando o Palácio Rio Madeira com a bandeira do PT despertando desconfiança de um jogo duplo. A campanha de Fúria é ancorada pelo governador Marcos Rocha muito desgastado na capital, onde se concentram dois terços do eleitorado. Sem chances na capital contra Hildon Chaves e em desvantagem no interior contra o adversário Marcos Rogério, constato Fúria patinando para sua decolagem.
Entrando em campo
Com uma carrada de vereadores da capital e do interior, e tendo na sua relação nomes expressivos como do atual presidente da Assembleia Legislativa Alex Redano, o Partido Republicanos, sob o comando do presidente estadual Aparício Carvalho entra em campo precisando eleger pelo menos três deputados estaduais na peleja ao Poder Legislativo estadual. É importante enfatizar que o vereador mais votado da capital, Marcio Pacele e a ex-deputado estadual Cassia das Muletas (Jaru) também integram a relação de pré-candidatos do partido, entre novas lideranças lançadas.
E novas propostas?
Sem novas propostas para Rondônia, o que se espera com seus programas de governo mais a frente, os governadoraveis começaram a perambular pelos órgãos de comunicação da capital. Cada um encenando seu personagem, como fazem os políticos tradicionais. O senador Marcos Rogério (PL) abandonando a arrogância e adotando um tom mais humilde do que aquele da campanha passada. O ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves adotando um tom crítico com a administração estadual e evitando encrenca com o atual prefeito Leo Moraes. O ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria ressaltando seu modelo de gestão nos últimos anos na Capital do Café. De nenhum deles vi alguma proposta inovadora. Dos demais candidatos farei minhas considerações na próxima coluna.
Via Direta
*** Com a contagem regressiva para as convenções partidárias de julho as agremiações se preocupam agora em acertar suas nominatas para as disputas a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados ***Com o MDB ainda indeciso sobre a candidatura à reeleição do senador Confúcio Moura, ainda não se sabe se o ex-ministro Amir Lando entra na peleja por uma cadeira ao Senado ou a Câmara dos Deputados *** O ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (PP) já corre trecho na busca de sua eleição a deputado federal. Seu maior reduto é na região central, mas quando deputado estadual teve excessiva votação em Porto Velho.