Brasil e Argentina: irmãos no futebol - Por Zina

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Foto: Divulgação

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As minhas primeiras recordações de uma Copa de Mundo referem-se ao Mundial disputado na Itália em 1990. São pouquíssimas lembranças, e ruins, pois se resumem praticamente à eliminação brasileira para a Argentina nas oitavas de final. A partir daí, cria-se, com a ajuda da nossa imprensa esportiva, a repulsa pela seleção argentina, cuja perda do título na decisão para a Alemanha foi muito comemorada por mim. E essa satisfação com a desgraça da Albiceleste prosseguiu nos Mundiais seguintes.

Mas confesso que há algum tempo ocorreu um fenômeno inverso, com mais explicação do que o anterior, o qual foi baseado apenas na frustração de uma desclassificação. Primeiro, é bom registrar que sou adepto do futebol bem jogado, em que os fins não justificam os meios, que prefere o time de Telê Santana de 1982 ao escrete de Parreira de 1994, ainda que este último tenha levantado a taça.

E voltemos à Argentina. Semelhante à nossa seleção, é uma das poucas equipes que se importam em desenvolver um futebol ofensivo, diferentemente dos europeus, com seu jogo pragmático, sendo a Itália um dos seus representantes. O gol de Cláudio Caniggia, no referido Mundial, é fruto de um  ato genial de Maradona, uma obra tipicamente sul-americana. A jogada que culminou com a nossa derrota não nos permitiu ver o brilho de que tanto apreciamos. E talvez seja isso: a negação em admitir que não somos os únicos a produzir uma arte tão natural.


E a rejeição continua por parte de nossa imprensa. Nos sorteios para a definição dos grupos de uma Copa, somos induzidos a desejar o inferno para eles e o céu para nós. Neste caso, a recíproca deve ser verdadeira. Historicamente temos nossos motivos, seja no Mundial organizado por eles em 1978, na eliminação brasileira ocorrida graças à “entrega” peruana, seja em 1990 no episódio da água batizada.


O fato é que poucos países produziram um número formidável de craques: Labruna, Di Stéfano, Fillol, Kempes, Maradona, Messi. Sem contar com ótimos jogadores, tais como Batistuta, Caniggia, Passarella, Crespo, Ortega. O Barcelona de Guardiola bebeu da fonte argentina, como o próprio treinador admitiu, e para mim é inegável: o bom futebol agradecerá se o troféu ficar em mãos argentinas. Claro, se não for possível ficar em nossas mãos.

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