Guardam-se as fantasias e voltamos a realidade na política de RO; articulações estão intensas nos bastidores dos grupos políticos; calçadas de Porto Velho é um sofrimento para quem é PCD
Foto: Divulgação
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Sem Fantasias

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O Carnaval acabou e 2026, de fato, agora, começou. Tiradas as fantasias e purpurinas estamos de volta ao mundo real. E esse ano começa com o mundo sofrendo ameaças de conflito mundial que se Estados Unidos, Rússia, China, Irã, Israel não chegarem a um consenso, o cenário do filme ‘O livro de Eli’ pode se tornar real. Vamos rezar para que um pouco de juízo caía na mente de quem governa o mundo.
Jogo Pesado

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E no Brasil, é ano de Copa do Mundo de Futebol e Eleições presidenciais. O jogo nunca foi leve mas esse ano tem tudo para ser ainda mais pesado que os anteriores. A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro que escolheu o filho, senador Flávio, para manter o nome da família em evidência na cena política, serviu para acirrar ainda mais os ânimos e conflitos dentro da própria direita e extrema direita. O presidente Lula, apesar dos pontos positivos do governo dele, terá que enfrentar as fakenews e o ódio de muitos eleitores. Não será uma batalha fácil!
Caminhada Esperança

Em Rondônia, o momento é de muita conversa, promessas, traições e estudos de terrenos. Os olhos dos grupos políticos se voltam para o mês de março, quando se fecha a janela para que ocorram as mudanças de partidos. Um movimento chamado ‘Caminhada Esperança’ que começou em 30 maio do ano passado, e reunia os partidos de esquerda, tendo à frente o senador Confúcio Moura, o ex-senador Acir Gurgacz, o ex-deputado Anselmo de Jesus entre outros parece que perdeu força. O objetivo era o de ser uma alternativa a força dos partidos de direita no Estado. Mas a caminhada parece que cansou e, nesse momento de muitas conversas e estratégias, o movimento, simplesmente, desapareceu. Cada um procurou o seu lado! Uma pena!
Léo Moraes e Podemos

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O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, no comando do Podemos está partindo para cima visando fortalecer o nome do prefeito de Vilhena, Delegado Flori, como o pré-candidato do partido para disputar a cadeira do atual governador. Flori que, de certa forma, é novato na política também abraçou a ideia e tem no prefeito da capital, não apenas alguém que garantiu a ele a oportunidade de concorrer, como também um conselheiro político e amigo. Afinal, Léo Moraes foi responsável por uma das maiores viradas em campanhas políticas dos últimos tempos em Rondônia. Junte-se a isso, o fato de já ter experiência política, foi vereador e deputado federal. Assim, tem muitas lições sobre o mundo político para fornecer. Nesse grupo também está o deputado estadual, Delegado Camargo, que é um dos parlamentares mais ativos na Assembleia Legislativa, e que disse que será pré-candidato ao Senado. Poderá ser um nome ainda mais viável se deixar de lado essa disputa ideológica entre extrema direita e esquerda.
Marcos Rocha e PVH

Na última sexta-feira, os três estavam circulando por Porto Velho, fazendo contatos políticos e estudando estratégias para a disputa. Eles participaram do Programa Conexão Rondoniaovivo, e na conversa com o jornalista Ivan Frazão, falaram que o Podemos estaria na disputa como cabeça de chapa e que o objetivo era reforçar o quadro do partido com nomes que fizessem a diferença na disputa. Léo Moraes destacou os trabalhos que ele e Flori vem desenvolvendo nos municípios que administram e a aprovação da população. O prefeito Vilhenense disse que a entrada dele na vida pública se deveu ao apoio dado por Léo Moraes. Flori afirmou também que as prioridades para quem for administrar Rondônia, deve ter foco maior em saúde e segurança. O deputado Rodrigo Camargo reforçou a necessidade de se olhar com rigor a questão da segurança pública e trouxe um dado que chamou a atenção. Ele disse que Rondônia conta com apenas 700 policiais militares para atender todo o Estado. Perguntado sobre a relação com o governador Marcos Rocha, Léo Moraes afirmou que mantem um relacionamento respeitoso com o governador Marcos Rocha, e que espera que ele traga os recursos prometidos para a capital. Assista aqui a entrevista.
Calçadas da capital

Falando em capital, é urgente que a Prefeitura inicie um programa de recuperação das calçadas. Uma pessoa cadeirante, de muleta ou com dificuldade visual tem as piores dificuldades para circular por Porto Velho. Um exemplo é a calçada da antiga sede da prefeitura que fica em frente à Igreja Catedral do Sagrado Coração de Jesus. No local, as pedras estão soltando e são uma verdadeira armadilha para quem possui alguma deficiência física. Pior ainda é na ladeira da rua José Bonifácio, que desemboca na Praça Jonathas das Pedrosas, onde a calçada é um martírio para quem possui alguma deficiência. Todo irregular. Seria interessante se a prefeitura começasse uma ação para recuperar essas áreas. Os deficientes físicos ou visuais e os idosos necessitam dessa atenção.
Aegea

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Um assunto que pode, literalmente, jogar por água abaixo a vida política de muita gente em Rondônia e em outros Estados deve ganhar os holofotes nos próximos dias. Estamos falando da relação entre a empresa Aegea Saneamento, que atua em Rondônia, desde 2015, nos municípios de Jaru, Buritis, Pimenta Bueno, Rolim de Moura e Ariquemes. A empresa atende cerca de 350 mil pessoas no Estado. A Aegea é considerada a maior empresa de saneamento básico do Brasil, tendo um forte crescimento nos últimos anos, atuando também nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Mas essa expansão pode ter acontecido com base em corrupção de prefeitos, governadores, parlamentares e integrantes de órgãos de fiscalização. Essas informações vieram à tona em um acordo de delação premiada homologado em 2025, pelo Superior Tribunal de Justiça. O site UOL teve acesso à algumas partes desse material, onde consta que executivos e colaboradores da Aegea confirmaram que pagaram propinas a funcionários públicos dos estados onde a empresa atua para ganhar as concessões ou manter as que já tinha. O esquema envolve pelo menos R$ 63 milhões, que foram distribuídos em 2010 e 2018. A UOL informa também que foi fechado um acordo de leniência com o Ministério Público Federal, onde a Aegea se comprometeu a pagar R$ 439 milhões à União em 15 parcelas anuais corrigidas pelo IPCA. Vale lembrar que um famoso político rondoniense circulava pelo Estado como lobista da empresa. Esse e outros devem ter motivos para se preocupar! Em Santa Catarina, as delações premiadas da Aegea aconteceram entre 2020 e 2021, sendo homologadas pelo STJ, no ano passado. Executivos e ex-executivos da empresa delataram que propinas foram pagas a prefeitos, conselheiros do Tribunal de Contas e outros agentes públicos.
Energisa

Um assunto que dominou a internet, as rodas presenciais de fofocas e a classe política local foi o tal perdão da dívida da Energisa junto ao Governo de Rondônia. Para alguns foi um absurdo. A Coluna procurou o advogado tributarista Rafael Duck (foto), que é autor do livro ‘Principais Benefícios Fiscais da Zona Franca de Manaus - ZFM, Área de Livre Comércio - ALC e Amazônia Ocidental’, para explicar o que houve. Ele disse que o Estado abre um parcelamento da dívida com algumas condições favoráveis ao devedor e com desconto de juros e multas. “Esse benefício, que é o Refaz, é muito importante. Isso porque as empresas estão com muitos débitos tributários e não estão conseguindo pagar, o que impede que a empresa tire certidão negativa e sofra protestos. O valor principal do ICMS não tem abatimento. Essa lei é em caráter amplo sem direcionamento para ninguém, assim, qualquer empresa, independentemente do tamanho, pode aderir ao benefício. O ICMS será parcelado e terá desconto nos encargos. O que pode ser questionado é porque esse débito não foi cobrado antes pelo Estado? Sobre o Rafaz é um benefício que é dado a todos os contribuintes de Rondônia”, declarou. Sendo assim, apesar de todos os pecados da Energisa, não houve nada de perdão de dívida, apenas, aproveitaram os benefícios de uma lei.
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