A previsão é de que comece a operar no segundo semestre de 2026
Foto: Divulgação/ANTT
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Enquanto Rondônia vive o dilema de reestruturar rodovias, queixas de pedágios e mortes trágicas nas estradas, o vizinho estado do Mato Grosso dá um salto importante com a construção de um sistema ferroviário estadual. De olho nas exportações, na redução de custo de fretes e na segurança viária, o governo estadual projetou e já está em fase final, o principal trecho da Ferrogrão, uma ferrovia mato-grossense que agilizará o transporte de cargas, saindo do modal rodoviário para o transporte em trilhos.
A Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT), também chamada de Ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo, já ultrapassa 73% de execução na primeira fase e avança em ritmo acelerado, com média de 1 quilômetro de trilhos por dia. Considerada a maior obra ferroviária em andamento no Brasil, a previsão é de que comece a operar no segundo semestre de 2026, impulsionando o escoamento da produção agrícola do estado.
Com 743 quilômetros projetados, o empreendimento é 100% financiado pela iniciativa privada, sob autorização do governo estadual, e operado pela Rumo. A primeira etapa liga Rondonópolis a Campo Verde, em um trecho de 162 quilômetros, com foco estratégico no transporte da safrinha de milho e conexão com a Malha Norte, ampliando a competitividade logística do agronegócio mato-grossense.
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As fases seguintes preveem a expansão da ferrovia até Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, além de um ramal até Cuiabá. O traçado consolida um novo corredor logístico dentro do estado, reduzindo a dependência do transporte rodoviário e os custos com frete, um dos principais gargalos da produção agrícola nacional.
O projeto estadual se integra a um cenário mais amplo de reestruturação ferroviária na região Centro-Oeste. Entre as iniciativas complementares estão a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), que pretende ligar Lucas do Rio Verde (MT) a Mara Rosa (GO), conectando-se à Ferrovia Norte-Sul, e a EF-170, conhecida como Ferrogrão, planejada para ligar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA), fortalecendo o escoamento pelo Arco Norte.
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A expectativa do governo mato-grossense é que a nova ferrovia consolide o estado como principal eixo logístico do agronegócio brasileiro, ampliando a capacidade de transporte, reduzindo custos operacionais e atraindo novos investimentos industriais ao longo do traçado.
No transporte pesado, o modal ferroviário é mais eficiente em longas distâncias, com menor custo por tonelada, maior capacidade de carga por viagem, menor consumo de combustível e redução significativa de emissões. Também apresenta menor índice de acidentes e menor desgaste da infraestrutura. Já o rodoviário oferece maior flexibilidade, capilaridade e agilidade em trajetos curtos e entregas porta a porta.
* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!