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Membros de religiões distintas se unem e formam banda de música

Os músicos do grupo se apresentam sempre trajados com as roupas tradicionais das respectivas crenças

Correio Brasiliense

29 de Setembro de 2020 às 09:36

Foto: Divulgação

A  banda Soul da Paz, que tem entre os integrantes membros de religiões distintas, acaba de lançar o disco de estreia, produzido pelo cantor e compositor paulista Kiko Zambianchi, com a participação de Bruno Gouveia, vocalista do Biquini Cavadão, numa das oito faixas, intitulada The Band 7 Peace and sou.

Os músicos do grupo se apresentam sempre trajados com as roupas tradicionais das respectivas crenças. Um deles sacerdotes atuantes em suas comunidades doutrinárias.

 

Somos todos iguais, o primeiro single é um rock visceral, representa uma das facetas desse projeto. Trecho da letra diz: “Seu vizinho é budista, o outro umbandista/Tenho amigo batista/ Tenho amigo hinduísta/ Dá pra viver tudo junto/ Dá pra viver tudo em paz/ Todos são tão diferentes/ Todos também são iguais”.

 

As outras faixas são Um ajuda o outro, que abre o repertório; É Ki Pá, Calma alma, Coração valente, Semente de paz e Soul da paz.

 

Integrantes

 

Da formação da banda fazem parte, entre outros, o vocalista Mahesh, principal compositor da banda (sacerdote Hare Krishna), os também vocalistas Gilberto Venturos (rabino do judaismo) e Eliel Leonardo (pastor da igreja Assembleia de Deus), Pai Torres, percussionista (Ubandista, Pai Xangô Caboclo do Rompe Mato), Ricardo Camillo, baterista (Budista Tibetano), André Herklotz, guitarrista, violonista e baixista (cristão da Igreja Católica), Zen Leão, baixista e violonista (Espiritismo Kardecista) e Débora D’Zambê, flautista e gaitista (Igreja Metodista).

 

“Vivemos tempos difíceis. São guerras, embates ideológicos que se alastram pelas redes sociais, em busca de uma única verdade, ignorando aspectos culturais que tornam nosso planeta tão plural. A banda Soul da Paz trabalha na construção de ideais que evitem conflitos e hostilidades por uma cultura da paz na sociedade. A música se torna um meio para isso”, afirma, convicto, o guitarrista, violonista e baixista André Herklotz.

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