PROTEINA ANIMAL: Estudo aponta que comer carne pode ajudar a viver mais

O benefício apareceu de forma mais clara entre idosos abaixo do peso

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A relação entre alimentação e longevidade volta ao centro do debate científico. Um estudo recente, que acompanhou mais de 5 mil idosos chineses com 80 anos ou mais, sugere que o consumo de carne pode estar associado a uma maior chance de alcançar os 100 anos de idade — mas apenas em contextos muito específicos.
 
De acordo com a pesquisa, divulgada pela revista New Scientist (2026), idosos que incluíam carne na alimentação apresentaram maior probabilidade de chegar à longevidade extrema quando comparados àqueles com dietas predominantemente vegetais. No entanto, os pesquisadores alertam: o efeito não foi universal.
 
O benefício apareceu de forma mais clara entre idosos abaixo do peso, com Índice de Massa Corporal (IMC) inferior a 18,5. Nesse grupo, cerca de 30% dos consumidores de carne chegaram aos 100 anos, enquanto entre os vegetarianos a taxa foi de aproximadamente 24%.
 
Já entre idosos com peso normal ou elevado, o consumo de carne não apresentou impacto significativo na longevidade, indicando que o fator determinante não é a carne em si, mas o estado nutricional da pessoa.
 
Especialistas explicam que, em idosos frágeis ou com baixo peso, a carne pode fornecer nutrientes essenciais difíceis de obter em quantidades suficientes apenas com alimentos vegetais. Entre eles estão proteína de alta qualidade, ferro, zinco e vitamina B12, nutrientes fundamentais para a manutenção da massa muscular, da densidade óssea e do funcionamento do sistema nervoso.
 
Ao mesmo tempo, o estudo reforça que dietas ricas em vegetais continuam fortemente associadas à longevidade, graças ao alto teor de fibras, antioxidantes e compostos anti-inflamatórios.
 
A principal lição, segundo os pesquisadores, é que equilíbrio nutricional importa mais do que radicalismos alimentares. Tanto dietas vegetarianas quanto onívoras podem ser saudáveis e favorecer uma vida longa, desde que garantam ingestão adequada de proteínas e micronutrientes, com baixo consumo de açúcar, sal e gorduras saturadas, e priorizem alimentos minimamente processados.
 
A conclusão científica é clara: não se trata de “carne contra vegetais”, mas de nutrição adequada ao contexto individual, especialmente na velhice, quando o risco de desnutrição pode comprometer a saúde e a longevidade.
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