SEM GRANA: Recenseadoras dizem que estão sem receber salários há 2 meses

Trabalhadores de pesquisa recebem por produtividade e têm dificuldades em visitar casas em Porto Velho

SEM GRANA: Recenseadoras dizem que estão sem receber salários há 2 meses

Foto: Divulgação/EBC

Recenseadoras que estão trabalhando no Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na zona Leste de Porto Velho, revelaram ao Rondoniaovivo que estão há 2 meses sem receber salários.

 

Um dos motivos, segundo elas, é a dificuldade em entrevistas as pessoas e visitar as casas na região mais populosa na capital de Rondônia, motivadas principalmente por notícias falsas espalhadas em grupos de WhatsApp e boatos repassados pelo boca a boca.

 

“Quando a gente chega na casa da pessoa, algumas nem deixam a gente entrar. Já xingam, mandam a gente procurar o que fazer, mesmo trabalhando no sol e na chuva. Tem medo, dizem que querem roubar os dados das famílias. É muito difícil e muitas vezes, constrangedor”, disse uma delas, que tem 47 anos.

 

De acordo com outra trabalhadora temporária da pesquisa, que quer conhecer as condições de vida da população em todos os municípios do país, uma das principais notícias falsas que os cidadãos comentam é sobre cômodos que estejam sobrando nas residências, onde o futuro presidente Lula vai ceder para famílias venezuelanas.

 

“Isso é um absurdo sem tamanho! Já aconteceram outras pesquisas com quase as mesmas perguntas e nunca enviaram pessoas estranhas para morarem nas casas das outras. O problema é que essa pesquisa foi feita em um ano político, onde as pessoas estão brigando demais e até mentindo para defender os políticos de suas preferências”, lamentou a mulher de 29 anos.

 

Fake news e boatos atrapalham atuação dos recenseadores em Porto Velho; com isso, eles demoram a receber salários - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Para evitar qualquer tipo de problemas, não vamos divulgar as identidades de ambas, mas elas revelam que recebem pouco por cada questionário respondido pelas famílias e que não recebem muitas informações de seus superiores.

 

“Já me disseram que a gente vai receber R$ 6,00 por questionário. O problema é que também falam que a gente só vai ganhar o salário total depois que terminar todo o setor. São muitas casas para visitar, embaixo de muito sol e chuva. A gente tem que voltar algumas vezes no domicílio e isso atrasa bastante nosso serviço. Recebemos ajuda de custo, porém não é suficiente para cobrir todas as despesas que temos na rua”, pontuou uma delas.

 

Outro lado

 

A Superintendência Estadual do IBGE em Rondônia informou, por meio da assessoria de comunicação, que “em média, é pago R$ 7,00 por formulário preenchido e há mais um incentivo a partir de 80% do setor censitário (área de trabalho do recenseador), onde o formulário passa a valer R$ 12,00 (média)”.

 

O texto ainda completa o esclarecimento: “O pagamento do setor pode acontecer quando chegar aos números de 67 unidades visitadas, 200 UVs ou no final do setor”.

 

E encerra: “É fato que os recenseadores enfrentam dificuldades em algumas residências, principalmente, não encontrando o morador, o que faz com que o recenseador tenha que voltar outras vezes no domicílio e aumenta a demora para fechar o setor”.

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